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Rio reabre shoppings, bares e pontos turísticos

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O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, determinou a reabertura de shoppings, bares, restaurantes, igrejas, estádios e pontos turísticos com regras de distanciamento e horários reduzidos. As medidas já estão valendo neste sábado e constam em decreto publicado em edição extra do Diário Oficial do Estado, na noite desta sexta feira.

 

Os shoppings vão poder funcionar do meio dia às oito da noite com limitação de metade da capacidade. Também vão ter de fornecer álcool em gel 70% e garantir o distanciamento nas praças de alimentação. Áreas de recreação e cinemas continuam proibidas.

 

Os bares e os restaurantes também vão ter de respeitar esse limite de 50% de capacidade, assim como os pontos turísticos, como Cristo Redentor e Pão de Açúcar. No caso das celebrações religiosas, será preciso observar a distância de um metro entre as pessoas e as atividades esportivas de alto rendimento, como o futebol, estão permitidas, mas sem público.

 

A nova regra adotada no Rio estabelece horários diferenciados para as atividades econômicas – o comércio varejista, com exceção dos shoppings, podem funcionar das onze da manhã às sete da noite. Já a construção civil das sete da manhã às três da tarde e a industria e serviços, das nove às cinco.

 

Essa decisão do governador Wilson Witzel volta a flexibilizar o transporte de passageiros no estado, com o retorno gradual do transporte rodoviário entre os municípios e vans intermunicipais, mas com a proibição de passageiros viajarem em pé e, no caso de algumas linhas, com apenas a metade dos assentos ocupados. O controle de acesso que vinha sendo feito nas estações de trens, barcas e metrô para garantir o embarque apenas de trabalhadores de serviços essenciais também foi suspenso a partir deste sábado.

 

As escolas das redes públicas e privada continuam fechadas até o dia 21 de junho. Também permanecem proibidos o funcionamento das academias de ginástica, a visita a unidades prisionais, visita a pacientes internados com coronavírus e a permanência em praias, lagoas, rios e piscinas públicas.

 

Em nota, o governo do estado afirmou que a abertura levou em consideração os dados epidemiológicos da Secretaria estadual de saúde, incluindo a redução do número diário de óbitos e das internações por Sindrome Respiratória Aguda Grave. No entanto, nesta semana o número de mortos confirmados em todo o estado ultrapassou os 300 registros, maior número de confirmações em um único dia.

 

O governo argumenta que o recorde se deve ao aumento de capacidade de testagem dos laboratórios e que na verdade houve achatamento da curva do novo coronavírus no Rio de Janeiro em decorrência das medidas de isolamento social.

 

No final de abril, segundo a nota do palácio Guanabara, havia 1.500 pessoas na fila de regulação aguardando leitos de UTI, e atualmente esse número foi reduzido para 100 pessoas com tempo de espera de aproximadamente 2 dias.  

 

Segundo o governo do estado, o pico de casos aconteceu no dia 1° de maio, com 2.042 pacientes contaminados, e o de mortes, no dia 4 do mesmo mês, quando 172 pessoas morreram. Ainda segundo o governo,  a taxa de incidência no estado terminou o último mês com 109 casos para cada 100 mil habitantes.

 

Em entrevista à Rádio Nacional, o professor da UFRJ Guilherme Horta Travassos, um dos coordenadores do grupo de trabalho multidisciplinar da universidade sobre a Covid-19, afirmou no entanto, que as pesquisas indicam que o pico da pandemia no Rio pode ocorrer no final dessa primeira quinzena de junho e que as mortes podem passar de 15 mil. Os cientistas não recomendam a flexibilização.

 

O estado do Rio continua sendo o segundo em número de mortes e casos confirmados de covid-19 no país, atrás apenas de São Paulo. Segundo o ultimo boletim da Secretaria de Saúde são 63.066 casos confirmados e 6.473 óbitos, com outras 1.185 mortes em investigação.

 

Fonte: Ag. Brasil