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“Negociação de contratos deve ser amigável”, diz professor da Dom Cabral

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O novo coronavírus afetou o fluxo de caixa das empresas. Com os negócios fechados por causa da pandemia, é difícil para muitos empreendedores encontrar uma maneira de manter o faturamento. Para ajudar as pequenas e médias empresas nesse momento de crise, EXAME convidou o professor Eduardo Menicucci, especialista em finanças empresariais da Fundação Dom Cabral, a fazer um webinar explicando como se organizar durante a crise.

O professor apresenta um Manual de Sobrevivência para PMEs. Ao longo da explicação, ele aborda temas como manutenção da liquidez dos negócios, negociação com fornecedores e importância de ter acesso a capital de giro com as instituições financeiras. 

Liquidez é a chave

“Não tem como prever como estará o país no final do ano, então a gente tem que ir vivendo dia após dia, semana após semana, sempre buscando soluções que nos permitam sobreviver”, diz o professor. Por isso, ele recomenda que as empresas preservem a liquidez em um horizonte de prazo mais curto. 

Para ele, o grande objetivo é equilibrar a balança para poder negociar da melhor forma possível com fornecedores e clientes. “A gente compra, adquire alguma matéria prima, insumo. Por outro lado, a gente tem nossos clientes. Nesse momento, é importante tomar várias medidas para conseguir equacionar de forma amigável todas as nossas pontas”, afirma. 

Menicucci recomenda que as empresas renegociem seus contratos, mas de forma amigável e sempre por escrito, guardando os registros da comunicação. No final da crise, será melhor para as pequenas empresas não ter rompido o relacionamento com seus fornecedores, afirma o professor.

Em relação a crédito, Menicucci indica que as empresas sejam honestas com o banco com que tem relacionamento na hora de buscar um empréstimo. Para o especialista, se o empresário pegar linha de crédito para resolver problemas momentâneos, sem perspectiva de como irá pagar lá na frente, ele só irá adiar o problema.

Ele reconhece que muitas empresas têm dificuldade para acessar linhas de crédito com instituições financeiras, mas afirma que é importante usar as novas linhas que estão sendo oferecidas pelo governo. “Aproveitem as benesses da postergação de pagamento, com prazos de carência maior”, diz. Para o futuro, o professor ressalta a importância de se manter um relacionamento de longo prazo com os bancos.

O webinar foi mediado por Fabiane Stefano, editora de macroeconomia da EXAME.

Veja o vídeo completo:

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O consumo e o setor de beleza em tempos de crise
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Fonte: Exame