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Mineira sofre racismo em boate de SP e denuncia: ‘ficaram ao lado do acusador’

O que era para ser curtição ao lado dos amigos terminou com ataques racistas e falsa acusação de roubo para a mineira Fabrícia Barbosa de Souza, de 25 anos. Ela deixou Sete Lagoas, na região metropolitana de Belo Horizonte, para aproveitar o feriado prolongado em São Paulo. 

Mas, na capital paulista, vivenciou um dos piores momentos da vida. Foi injustamente acusada de roubar um celular dentro de uma boate e taxou o caso como racismo. “Essas situações sempre procuram as pessoas de pele preta”, lamentou.

A mineira, que trabalha como executiva comercial, ainda se viu desamparada. Na boate, os seguranças teriam pedido para ela relevar o caso, já que o rapaz que fez as injustas acusações estaria bêbado. “O segurança ficou ao lado do acusador o tempo inteiro. Mas não justifica ser racista por estar bebado”, avaliou.

Ao tentar parar uma viatura da Polícia Militar (PM) paulista para registrar o caso, outra decepção para Fabrícia. Segundo ela, os militares teriam dito que aquela ocorrência não daria em nada. “Eu fui falar que isso era racismo e o policial simplesmente acelerou a viatura e foi embora”, contou.

Confira o relato feito por Fabrícia nas redes sociais:

O caso aconteceu na madrugada de domingo (14) e, na tarde desta segunda-feira (15), a mineira está retornando para Sete Lagoas. Ela garante que vai procurar uma delegacia do município na terça-feira (16) para registrar a situação. 

“Não consegui registrar o boletim em São Paulo. Fui em uma delegacia, mas me aconselharam a ir na delegacia de crimes raciais, que estava fechada por causa do feriado. Mas me falaram que eu posso registrar em Minas. Vou procurar a polícia e esperar pela Justiça. Não dá para se calar”, enfatizou.

A boate Bofetada Club informou, por mensagem, que não teve conhecimento de agressão física dentro da casa. “Chegamos a conferir nas nossas filmagens”. Além disso, o estabelecimento disse que tentou ajudar a vítima com relação aos contatos com a polícia, mas não houve sucesso. “De qualquer forma estamos aqui disponíveis para qualquer tipo de auxílio que precisem”, declarou.

Para Fabrícia, os responsáveis pelo local teriam dito que escoltaram o rapaz que fez a acusação de roubo com receio dele ser linchado. “Mas eu era a vítima e em momento nenhum a gente (ela e os amigos) tinha a intenção de agredir o acusador”, lamentou a mineira.

Fonte: O tempo

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