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Bolsonaro diz a Biden que sente soberania da Amazônia ameaçada

Em breve manifestação à imprensa antes da reunião bilateral entre os presidentes Jair Bolsonaro (PL) e Joe Biden, dos Estados Unidos, nesta quinta-feira (9), foram destacadas a preservação ambiental da Amazônia e as eleições federais brasileiras. 

Esse foi o primeiro encontro dos líderes desde que Biden derrotou Donald Trump, admirado e seguido por Bolsonaro e seus aliados, nas eleições norte-americanas de novembro de 2020. A reunião foi ocasionada pela 9ª Cúpula das Américas, que reuniu presidentes e autoridades de todo o continente em Los Angeles, na Califórnia (EUA).

Em seu pronunciamento, Biden ressaltou a importância de fortalecer as instituições democráticas e que Brasil e Estados Unidos compartilham de valores comuns, com oportunidades de negócios para as duas nações.

Sobre a Amazônia, Biden frisou que “o mundo deve ajudá-lo [o Brasil] no financiamento para preservar a Amazônia. É uma responsabilidade internacional da qual todos nós nos beneficiamos”.

Por sua vez, Bolsonaro reafirmou que Brasil e Estados Unidos compartilham do amor “pela liberdade e democracia”. 

“Temos interesse enorme em cada vez mais nos aproximar dos Estados Unidos. Vivemos quase 200 anos de parceria, nos afastamos em alguns momentos por questão ideológica. Mas tenho certeza de que desde a nossa chegada ao governo nunca tivemos uma oportunidade tão grande pelas afinidades que nosso governo tem”, afirmou o presidente, referindo-se indiretamente ao distanciamento resultante da derrota de Trump.

Ainda sobre o tema eleitoral, o presidente brasileiro ressaltou que espera que as eleições federais deste ano, das quais é pré-candidato à Presidência, sejam “limpas, confiáveis e auditáveis para que não sobre nenhuma dúvida do resultado”.

“Tenho certeza de que será realizada nesse espírito democrático. Cheguei pela democracia e tenho certeza de que quando deixar o governo também será de forma democrática”, completou Bolsonaro.

Bolsonaro diz que sente soberania ameaçada na região Amazônica

Quanto à pauta ambiental, o chefe do Executivo federal brasileiro disse que o país possui muitas riquezas, entre as quais as minerais e hídricas, e admitiu que há “dificuldades” na questão ambiental, mas não deu detalhes.

“Na questão ambiental, temos nossas dificuldades, mas fazemos o possível para atender aos nossos interesses e também, porque não dizer, a vontade do mundo. Mas como disse, somos exemplo para o mundo na questão ambiental”, afirmou. 

“Muitas vezes nós nos sentimos ameaçados em nossa soberania naquela área do país [Amazônia], mas o fato é que o Brasil preserva muito bem o seu território. Tanto que dois terços do território brasileiro é preservado, mais de 85% da Amazônia são preservados. Nossa legislação ambiental é muita estrita e fazemos todo o possível para assegurar o bem-estar de nossa nação”, disse ainda Bolsonaro.

Outro ponto abordado por Bolsonaro foi a exportação de alimentos para o mundo. “Também temos outros interesses da nossa agenda, como o fato de que o Brasil alimenta mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo com nossa agricultura de alto nível, nossa agricultura mecanizada e nossas práticas agrícolas, usando tecnologias incomparáveis”, disse.

“Além da segurança alimentar e da energia limpa, bem como na questão ambiental, o Brasil é um gigante que se apresenta para o mundo como a solução para muitos problemas”, acrescentou.

Por fim, defendeu o posicionamento ambíguo do Brasil diante da guerra entre Rússia e Ucrânia. “Lamentamos os conflitos, mas eu tenho um país para administrar e pela sua dependência, temos que ser cautelosos”, disse, referindo-se à dependência dos fertilizantes russos.

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Fonte: O tempo

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