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Balança comercial tem pior maio desde 2015

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A queda na produção industrial durante a pandemia do novo coronavírus afeta a balança comercial. Mesmo com a alta do dólar, o Brasil reduziu a diferença entra a exportação e a importação de produtos ao longo do mês de maio. O dado foi divulgado nesta segunda-feira (1º) pelo Ministério da Economia.

No mês passado, o país exportou US$ 4,5 bilhões a mais do que importou. Esse valor representa queda de 19,1% em relação a maio do ano passado e é o pior resultado para o mês desde 2015.

Em maio, as exportações ficaram pouco abaixo dos US$ 18 bilhões – queda de 4,2% na comparação com o mesmo mês de 2019. A queda foi puxada pela indústria. De maio do ano passado a maio deste ano, a indústria extrativa perdeu quase US$ 53 milhões em exportações – uma queda de 26,5% – e a indústria de transformação exportou US$ 85 milhões a menos, com retração de 15,9%.

A indústria extrativa exporta matéria-prima e sofre com a redução nas vendas de óleos brutos de petróleo e minério de ferro, por exemplo. Já a indústria de transformação exporta materiais já prontos. Nesse caso, só em aeronaves e componentes, a redução da média diária de exportações foi de 94%, enquanto os carros de passageiros tiveram queda de 90% nas exportações.

Somente a agropecuária exportou mais que em maio de 2019. O setor vendeu cerca de US$ 100 milhões para o exterior. É uma alta de 51% em relação a maio do ano passado.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a redução foi de 19,5%, em comparação com o mesmo período de 2019, e a balança comercial registra superávit de US$ 16,3 bilhões.

*Com informações de Wellton Máximo, da Agência Brasil

Fonte: Ag. Brasil

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