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PT aciona MPF contra governo Bolsonaro por garimpo ilegal no rio Madeira

Deputados federais do PT protocolaram, neste sábado (27), representação no Ministério Público Federal (MPF) contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite e presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Bim. 

Os parlamentares Elvino Bohn Gass (PT-RS), líder da bancada da sigla na Câmara, Nilto Tatto (PT-SP) e Alencar Santana Braga (PT-SP), pedem na representação que o MPF instaure inquérito civil contra o governo Bolsonaro por improbidade administrativa devido à falta de contenção do garimpo ilegal no Rio Madeira, perto da comunidade ribeirinha de Autazes (AM). 

Eles alegam no documento que o governo ficou inerte diante do garimpo ilegal. Cerca de 600 balsas de garimpeiros se concentraram nesse trecho do rio há duas semanas. Alguns garimpeiros utilizam mercúrio para separar o ouro da lama do rio, e se for ingerido por alguém que consome essa água, provoca diversos problemas de saúde e pode levar à má formação de crianças. 

Entre quinta e sexta-feira (26), algumas centenas de garimpeiros começaram a se dispersar, indo para outros trechos do rio para continuar a prática do garimpo. 

Eles saíram em pequenos grupos diante da ameaça de órgãos como Polícia Federal, Exército, Marinha, Força Nacional e Ibama de realizar uma grande operação no local.

“O pessoal que está na ilegalidade vai ter embarcação apreendida”, disse o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (PRTB), na última quinta-feira (25).

As autoridades do governo federal e os órgãos de fiscalização se mobilizaram para atuar na região após a repercussão das imagens dos paredões de balsas de garimpeiros. Porém, imagens gravadas pelos próprios garimpeiros mostram que estavam descendo o rio para local há pelo menos quatro meses.

Milhares de garimpeiros exploram o rio Madeira, que nasce na porção boliviana da Cordilheira dos Andes e atravessa mais de três mil quilômetros por Rondônia e Amazonas. Eles se dirigiram para Autazes depois que circulou a informação de que havia muito ouro naquele ponto do rio.

Um estudo recente, publicado em dezembro de 2020 pela Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (Raisg), estima que a Amazônia tinha 4.472 pontos de garimpo ilegal identificados, sendo mais da metade, ou 2.576, atuando em território brasileiro.

Garimpeiros ouvidos pela reportagem do portal Metrópoles, divulgada neste sábado, disseram que vão evitar, por um tempo, as grandes aglomerações, evitando assim chamar atenção da mídia e das autoridades.

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Fonte: O tempo

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