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Instituto confirma primeiro caso de varíola do macaco no Brasil

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou nesta quinta-feira (9) o primeiro caso de varíola do macaco no Brasil, em um homem de 41 anos que havia viajado à Espanha e Portugal. A confirmação já havia sido antecipada pela Prefeitura de São Paulo

“A confirmação ocorreu pelo Instituto Adolfo Lutz após realização de diagnóstico diferencial de detecção por RT-PCR do vírus Varicela Zoster (com resultado negativo) e análise metagenômica do material genético, quando então foi identificado o genoma do Monkeypox vírus”, explicou em nota a secretaria.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) já registrou mais de 1.000 casos confirmados em 29 países em que a doença não é endêmica, com os maiores números no Reino Unido, Espanha, Portugal, Canadá e Alemanha.

O primeiro infectado registrado no Brasil, cuja identidade não foi revelada, mora na cidade de São Paulo e está internado “em bom estado clínico”, enquanto todos os seus contatos são monitorados.

Desde a semana passada, o Centro de Vigilância Epidemiológico (CVE) estadual e a Prefeitura de São Paulo também investigam uma outra paciente, uma mulher de 26 anos, também residente da capital paulista.

A varíola do macaco é considerada uma doença viral rara transmitida por contato próximo com uma pessoa infectada e com lesões na pele.

Os primeiros sintomas podem ser febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, calafrios e fadiga. As lesões na pele se desenvolvem entre o primeiro e o terceiro dia.

Para evitar o contágio, as autoridades paulistas recomendaram higienização das mãos, evitar contato com a pessoa doente e com materiais utilizados por ela.

A doença, identificada pela primeira vez em humanos em 1970 na República Democrática do Congo, atualmente é considerada endêmica em 12 países africanos.

Sua aparição em países não endêmicos preocupa os especialistas. Até o momento, os casos confirmados em regiões não endêmicas são em geral benignos e não foram relatadas mortes.

(AFP)
                
 

Fonte: O tempo

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