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FIIs de tijolo vs FIIs de papel: prós e contras segundo dois especialistas

Os fundos de investimento imobiliário (FIIs) podem ser divididos em duas grandes categorias: os fundos de tijolo e os fundos de papel. Os FIIs de tijolo são aqueles que investem no imóvel físico, enquanto os FIIs de papel compram títulos de crédito do setor imobiliário, os CRIs créditos de recebíveis imobiliários.

Com a Selic subindo de 6,25% para 7,75% ao ano, a atratividade dos FIIs de papel ganha força, já que os títulos de dívida tem sua remuneração atrelada à taxa de juros. Ou seja, juros mais altos significam rendimentos mais polpudos para esses fundos.

O mesmo não pode ser dito dos FIIs de tijolo, que não conseguem se adaptar tão rapidamente às mudanças de cenário. Um exemplo claro é a relação dos fundos com a alta da inflação. Embora o aluguel dos imóveis seja reajustado pela inflação, o repasse da elevação dos preços para o inquilino não acontece tão rápido pela própria dinâmica do mercado imobiliário.

O resultado é que os fundos de papel têm ganhado maior protagonismo. “O ativo financeiro, como um título de crédito, é corrigido mais rapidamente. Tem uma defasagem de um ou dois meses, mas o ajuste chega relativamente rápido para o cotista”, explica Arthur Vieira de Moraes, professor da EXAME Academy.

Por outro lado, os FIIs de tijolo costumam ficar o dobro de tempo gerando renda sobre o mesmo capital investido em comparação com um FII de papel. A conclusão é dos especialistas João da Rocha Lima Jr. e Carolina Gregório, membros do núcleo de Real Estate da Escola Politécnica da USP e sócios diretores da Unitas-Real Estate e da BR Capital Dtvm, gestora e administradora de administradora e gestora de fundos imobiliários.

Lima e Gregório foram recebidos no programa FIIs em EXAME, que vai ao ar toda sexta-feira às 15h, no canal do Youtube da Exame Invest. Os dois comentaram quais as principais diferenças entre FIIs de tijolo e FIIs de papel e apontaram as principais tendências para o mercado imobiliário nos próximos meses. Confira abaixo a conversa completa:

Fonte: Exame

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