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Coronavírus: A pedido de Bolsonaro, governo adia plano de monitorar celulares

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A pedido do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ministério da Ciência e Tecnologia adiou os planos de usar dados das operadoras de telefonia para monitorar o deslocamento da população durante a pandemia do novo coronavírus. A informação foi confirmada pelo próprio ministro Marcos Pontes em postagem numa rede social no último domingo.

“Na sexta feira, dia 27/03, tivemos a oferta de operadoras para o uso de gráficos de mapa de calor compilados de dados celulares anônimos e coletivos para avaliação de isolamento e previsão de propagação da epidemia, conforme já tem sido feito por outros países democráticos em outros continentes”, explicou Pontes. 

“No sábado, o Presidente me ligou e solicitou prudência com esta iniciativa e que a ferramenta só fosse usada após análises extras pelo governo. Atualmente, a ferramenta ainda está sob análise do governo federal quanto à aplicabilidade, garantia de privacidade e modo de operação. Estejam certos que estamos lutando por vocês e pela sua saúde, preservando sua privacidade.”, redigiu o ministro pelo Instagram.

Eduardo Bolsonaro x Doria

A decisão do ministro em adiar o monitoramento coincide com a reação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, que na última quinta-feira usou outra rede social para criticar abertamente projetos parecidos de monitoramento de celulares em Estados brasileiros, entre eles o governador de São Paulo João Doria, atual desafeto do presidente Jair Bolsonaro.

“Governador Doria (São Paulo) monitora celulares de paulistas sem que o povo autorize, numa total invasão de direitos nunca vista antes no Brasil; esquerda, mídia e isentões se calam. Agora imaginem se Jair Bolsonaro fizesse um décimo disso, todos estariam se matando aos gritos de ditadura”, escreveu Eduardo Bolsonaro em seu Twitter.

Fonte: O tempo

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