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Aumento do desemprego: PNAD mostra que informais foram os mais atingidos pela pandemia no país

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Com a pandemia do novo coronavírus, se manter empregado virou um desafio para muita gente. Demitida de uma startup que presta serviços educacionais, Pollyana Labre ainda não conseguiu uma recolocação no mercado de trabalho.

 

Ela explica como a pandemia afetou a empresa em que trabalhava.

 

Pollyana afirma que a empresa não tentou nenhuma solução alternativa às demissões.

 

A realidade de Pollyana é a de muitos brasileiros. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje menos da metade dos brasileiros em idade de trabalhar está ocupada.

 

É a primeira vez que isso ocorre desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Entre março e maio, 7,8 milhões de postos de trabalho foram fechados no país, o que fez a taxa de desemprego subir para 12,9%, atingindo 12,7 milhões de pessoas. Analista do IBGE responsável pela pesquisa, Adriana Beringuy afirma que a pior situação é a dos trabalhadores informais.

 

Doutoranda em Economia e técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Cristina Vieceli aponta algumas medidas que o governo deveria tomar para contornar a crise.

 

Cristina aponta algumas das ações que poderiam ser adotadas para ajudar o segmento que mais foi vítima do desemprego com a pandemia.

 

Como resposta à crise econômica causada pela pandemia, o governo federal tem adotado algumas medidas. Uma delas é o auxílio emergencial de R$ 600 que, segundo o Ministério da Economia, já foi pago a mais de 64 milhões de brasileiros. Outra medida é o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, responsável pelos acordos de redução de salários e jornadas durante a pandemia.

 

Esse programa já realizou cerca de 12 milhões de acordos e foram pagos aos trabalhadores mais de 17 bilhões de reais. Segundo informações do Ministério da Economia, 50% dos acordos celebrados através do programa são de suspensão, e 50%, de redução. A maioria das reduções de salários e jornada são de 70%, seguidas das de 50 e 25%.

Fonte: Ag. Brasil

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