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Zema diz que Minas pode ser guia para outros Estados em relação à reabertura

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), salientou que 90% dos municípios do Estado já flexibilizaram regras de enfrentamento à pandemia e garantiu que “tudo está sob controle”, mas ponderou que é preciso se preparar para um cenário de piora acentuada. As falas foram registradas em entrevista concedida a Globo News, em que participou ao lado de outros governadores.

“Aqui em Minas, a situação tá sob controle. Apenas 7% das nossas UTIs são utilizadas com suspeitos ou casos do coronavírus. Estou focado em combater a doença. Quero agir e resolver os problemas de Minas. Meu foco são resultados e não polêmicas”, apontou Zema.

Respondendo a Fernando Gabeira, comentarista do canal, que questionava se Minas poderia ser um norte para encontrar pontos de convergência entre a reabertura comercial e o respeito às medidas sanitárias recomendadas por autoridades de saúde nacionais e internacionais, o governador garantiu: “Já fizemos isso que você está propondo”.

“Instituímos – com outros poderes, o Ministério Público, o Ministério Público do Trabalho e entidades de classe – o Minas Consciente”, disse, explicando que o programa estabelece “protocolos para cada tipo de atividade e para cada região do Estado, levando em conta a incidência do coronavírus, a quantidade de leites, em cada uma das regiões, e o risco da atividade”, observou.

De acordo com ele, “90% do Estado já está funcionando normalmente”. “Somente atividades de altíssimo risco não estão operando”, prossegue ele, comparando o programa mineiro ao que foi instituído no Rio Grande do Sul.

“Vale lembrar que durante esse período, estamos nos preparando para o pior cenário, caso ele venha se concretizar. Não é porque estamos nos dando bem que estamos seguros. Pode haver uma inclinação abrupta na curva”, reforçou o governador, insisitindo que o Estado está “fazendo o possível para uma abertura gradual e segura, para que as pessoas possam voltar a exercer suas atividades”.

Toma lá, dá cá

Em outro momento, Zema foi perguntado pelo jornalista Gerson Camarotti sobre as acusações do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, sobre possíveis interferências políticas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Polícia Federal (PF) e sobre a aproximação entre o Planalto e políticos do chamado Centrão, setor considorado fisiológico do Congresso Nacional.

Em resposta, falou sobre as suas próprias indicações, garantindo que são técnicas e que, em seu governo, garantiu que a Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (PCMG) seria preservada. Mesmo sem citar o capitão reformado, adotou um tom crítico em relação ao presidente ao dizer ser contra “o toma lá, dá cá”.

Em outro momento, inquirido por Miriam Leitão, Zema falou sobre aumentos para o funcionalismo público no Estado. De acordo com ele, “Minas estava com o teto de gastos com o pessoal acima do limite”, o que levou a uma mudança de critério, estabelecida pelo Tribunal de Contas do Estado. Ele prossegue dizendo ter firmado compromisso com as Forças de Segurança que, quando Minas atendesse a esse critério, haveria recomposição. “Não havia reajustes em 5 anos”, disse.

Como a Assembleia Legislativa de Minas Gerais concedeu aumento para servidores de outras frentes ao votar o projeto do Executivo, o governador disse que vetou todas as recomposições, inclusive “quase 70% do que eu mesmo propus (para os profissionais da segurança pública) em função da pandemia, que já se anunciava”.

Fonte: O tempo