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TC amplia fatia B2B na receita no 3º tri e prepara negociação com criptos

Conhecido pela comunidade de investidores pessoas físicas em sua plataforma, o TC (TRAD3) tem colocado em prática nos últimos meses um agressivo plano para diversificação de receitas. Os primeiros resultados mais evidentes foram revelados nesta noite de sexta-feira, dia 12, com os números do balanço do terceiro trimestre.

As receitas líquidas proforma chegaram a 31 milhões de reais no período, mais do que dobrando (+108,9%) em relação ao mesmo período de 2020 e com alta de 33,4% em relação ao segundo trimestre.

Os números refletem as aquisições da RIWeb e da Economatica, concluídas no início de outubro, “para evidenciar aos nossos investidores que as empresas adquiridas já estão em um estágio de maturidade suficiente para gerar receitas, e não apenas despesas”, disse o TC no comunicado sobre o resultado.

Com as duas aquisições, a frente de negócios B2B, voltada a empresas de capital aberto e investidores institucionais, entre outros, já responde ao equivalente a 22% das receitas líquidas proforma. No segundo trimestre, era 4%.

“O resultado mostra a resiliência do nosso portfólio face um mercado muito difícil, em que a bolsa caiu 13% no trimestre. E foi um trimestre muito bom em termos de evolução do produto: já realizamos as primeiras conference calls de companhias de capital aberto dentro do TC, entre outras novidades”, destacou Pedro Albuquerque, CEO e co-fundador do TC, à EXAME Invest.

O Ebitda proforma ajustado também reflete as aquisições e ficou positivo em 3,548 milhões de reais, com margem de 11,4%. O resultado exclui efeitos de contratações para o desenvolvimento de produtos B2B que não foram lançados.

A base de usuários cadastrados cresceu 12% do segundo para o terceiro trimestre, para 562 mil pessoas, enquanto a de usuários pagantes ficou estável em 88.000, fato atribuído em parte à queda da bolsa no período.

‘Jogo mudou’

A diversificação de receitas vai se dar também pela negociação de criptoativos, ações e renda fixa na plataforma do TC, ampliando de forma expressiva o mercado endereçável. Tudo isso será possível em uma nova plataforma em desenvolvimento, com novas funcionalidades que devem ser lançadas ainda neste ano. O objetivo: rentabilizar usuários sem a necessidade de assinaturas dos planos anuais, ainda a principal fonte de receitas da companhia.

“Nosso jogo mudou. Se o usuário negociar renda fixa ou criptoativos, vamos ter o nosso take rate”, citou Albuquerque sobre futuras fontes de receitas. “E preparamos novidades também em outras classes de ativos, como private equity e venture capital. O TC não é mais uma plataforma só de ações e derivativos.”

Sobre a desvalorização de cerca de 35% das ações do TC desde o IPO no fim de julho, o CEO disse que a queda está em linha com o momento difícil da bolsa.

“As ações que foram listadas mais recentemente são as mais afetadas [pela piora do mercado] porque têm menor liquidez”, afirmou. “Trabalhamos para entregar resultado trimestre a trimestre e para evoluir o produto.”

Fonte: Exame

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