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Startup para mães e gestantes dobra de tamanho na quarentena

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O Dia das Mães será diferente e à distância para muitas famílias. Para algumas mães, o atendimento durante a gestação também mudou e, durante a pandemia do novo coronavírus, crescem os atendimentos virtuais e por videochamada. É o caso da Bella Materna, startup de saúde voltada a mães e gestantes. 

Criada em 2016, a Bella Materna realizava cerca de 140 atendimentos virtuais por dia antes do início da pandemia. Com a imposição da quarentena e isolamento social, esse número dobrou para até 300 atendimentos por dia. Apenas no mês de março, a companhia bateu um recorde de 8.500 atendimentos.

Dessa forma, os planos da empresa se aceleraram. A previsão para 2020 era faturar 850 mil reais, mas com a pandemia a startup tem expectativa de receber mais de 1,5 milhão de reais no ano.

A Bella Materna é conectada a planos de saúde oferecidos por empresas a seus colaboradores. Ao passar informações rotineiras e servir como plataforma de atendimento disponível 24 horas por dia, a plataforma ajuda a diminuir os riscos da gestação e dos primeiros anos de vida da criança.

Do outro lado, conecta profissionais de saúde que buscam uma fonte de renda extra. Há médicos e enfermeiros especialistas – esses últimos para atender a maior parte dos casos de forma mais barata. São cerca de 180 profissionais cadastrados e a empresa espera terminar o ano com 500. Durante o cadastro, o profissional deve fazer uma entrevista pelo Skype, para demonstrar sua facilidade de atender através de uma câmera.

“No fim do dia, a Bella Materna se torna uma ferramenta muito interessante para os planos de saúde ao economizar com menos sinistros, menos visitas a pronto-socorros e acompanhamento a uma gravidez de risco”, diz Ricardo Franco, sócio fundador da startup.

Foco na saúde da mulher

Franco trabalhava até 2016 com bens de consumo para mães. Percebeu que o blog da empresa era muito usado por mães e gestantes para conversar e tirar dúvidas, mais do que receber informações sobre os produtos vendidos pela empresa.

Ele decidiu criar uma ferramenta voltada a mães e gestantes por entender que é um dos mais engajados, com presença massiva em fóruns, grupos de whatsapp, sites, aplicativos e outras plataformas. “A gestação é um momento legal e específico. Um bom programa de saúde para esse público tem chances maiores de dar certo por causa desse engajamento”, afirma o fundador.

A plataforma hoje só atende mulheres na fase da gestação ou até os dois primeiros anos de vida do bebê. Como esse é um período limitado de tempo, a Bella Materna está desenvolvendo novos programas voltados a outras fases da vida da mulher, da adolescência à menopausa. “O coronavírus mostrou que estamos no caminho certo e está adiantando o processo de atender as mulheres durante toda sua vida”, afirma Franco.

A Bella Materna foi acelerada pela Startup Farm em parceria com o Banco do Brasil em outubro de 2018 e agora busca um novo aporte em rodada seed, ou semente, uma das rodadas iniciais. Para Franco, o novo coronavírus jogou luz na importância das startups de saúde e do atendimento virtual.

Fonte: Exame