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Somente duas doses de Coronavac não protegem contra ômicron

Quem foi vacinado contra a covid-19 com duas doses da CoronaVac e recebeu o reforço da Pfizer conseguiu ter 40% mais anticorpos contra a variante ômicron do que quem tomou as duas primeiras doses da Pfizer.

A conclusão é de um grupo de pesquisadores, entre eles brasileiros, que divulgou os resultados preliminares de um estudo feito sobre a eficácia da terceira dose. Os cientistas são vinculados à Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e examinaram voluntários da República Dominicana.

A vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabella Ballalai, ressalta a importância de tomar uma dose de reforço com vacina diferente das iniciais.

O estudo demonstrou que os casos de variante ômicron estão relacionados ao chamado escape imunológico, tanto em relação às vacinas quanto à imunidade natural. Por exemplo, uma pessoa que já contraiu covid-19 costuma ter mais imunidade contra novas infecções. Mas, no caso da ômicron, ela é tão vulnerável quanto quem não pegou covid nenhuma vez.

Por outro lado, as vacinas ainda não oferecem a imunidade desejada contra novas variantes. A pesquisa focou em pessoas inicialmente vacinadas com a CoronaVac. Com as duas primeiras doses, elas não tinham anticorpos contra a variante ômicron. Por isso, a imunologista Isabella Ballalai destaca a necessidade da terceira dose.

A vacinação com imunizantes diferentes também aumentou em 10 vezes a proteção contra a primeira forma do coronavírus e em mais de 6 vezes contra a variante delta. Mas, a proteção contra a ômicron ainda é considerada baixa. Por isso, os pesquisadores indicam que pode ser necessário tomar outras doses de reforço.

*Com produção de Daniel Lima.

Saúde Brasília 03/01/2022 – 21:28 Bianca Paiva / Guilherme Strozi Victor Ribeiro – Repórter da Rádio Nacional CoronaVac Pfizer Omicron segunda-feira, 3 Janeiro, 2022 – 21:28 2:33

Fonte: Ag. Brasil

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