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Situação em todo Estado preocupa, diz secretário nacional sobre chuvas em MG

O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), coronel Alexandre Lucas, disse, na manhã desta segunda-feira (10), em entrevista exclusiva ao programa Super N, da Rádio Super 91,7 FM, que a situação de Minas Gerais por causa das chuvas é ‘muito preocupante’. 

Lucas fez a consideração ao ser questionado sobre o possível rompimento de uma barragem na cidade de Pará de Minas. “O que nós temos acompanhado é que continua o monitoramento lá. Trata-se ainda de um local de bastante risco, mas tirar as pessoas da exposição, animais, já é a demonstração de uma grande evolução (em relação à prevenção) depois da tragédia de Brumadinho. Todas as ações tomadas para essa barragem e para o dique de Nova Lima mostram que nós evoluímos na questão de prevenção e de gestão de risco. Mas aquele não seria o local mais preocupante (em Minas Gerais). Não é. Todo o Estado é muito preocupante. Morte por deslizamento já registramos em Guanhães hoje. E a gente não pode ter isso. As pessoas precisam sair das áreas de risco. Autoproteção é a principal ação de prevenção neste momento, e uma morte em qualquer cidade para nós é um sentimento de fracasso, tristeza e angústia”, declarou. 

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O secretário lembrou que, para conseguir recursos após as fortes chuvas, os prefeitos precisam decretar situação de emergência e acionar o governo federal, por meio de formulários próprios. Ele também destacou as medidas que estão sendo tomadas. “Em momentos de desastres graves em toda Minas Gerais, como tivemos na Bahia, eu sempre tenho uma visão otimista. Vi o desastre de 1979, da década de 80, do início da década de 90, de 2012 e pude perceber que houve uma grande evolução do poder público e da sociedade em relação à gestão do desastre. Avançamos tanto na prevenção, emissão de alertas, organização de instituição e comunidade, de tal forma que hoje temos um sistema nacional de proteção muito mais robusto e capaz. Agora, é claro, é preciso que se invista ainda nas defesas civis municipais para que elas possam adotar medidas de preparação”, disse.

“O desastre sempre provocou muitas mudanças no nosso sistema, a gente aperfeiçoa as instituição e a sociedade. Aconteceu depois de Brumadinho, tivemos avanços na legislação, no comportamento de empresas e sociedade. Basta olhar essa barragem de Pará de Minas, como os instrumentos de alerta e alarme e evacuação estão muito mais eficientes que antes. E nem tudo que uma defesa civil municipal faz custa dinheiro. O comportamentos da defesa civil de BH, como por exemplo fechar a avenida Teresa Cristina na iminência de um transbordamento: quanto custa isso? Isso é um processo, isso não custa dinheiro. Mas é preciso também desafiar o Congresso Nacional para que coloque dinheiro nos orçamentos das defesas civis e nos órgãos de proteção, para ter recursos para contenção de encostas, de bacias. No fim das contas, todos nós somos responsáveis e todos nós temos alguma contribuição a dar”, resumiu.

Fonte: O tempo

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