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Ser banido das redes sociais é ‘jogo baixo’ e não será admitido, diz Bolsonaro

O presidente da República Jair Bolsonaro (PL) considera inadmissível o banimento das redes sociais durante a campanha eleitoral de 2022, na qual disputará a reeleição.

Para ele, esse tipo de medida radical das plataformas é “jogo baixo, fora das quatro linhas” da Constituição. 

“Me banir das redes sociais é jogar fora das quatro linhas. O jogo tem que ser realizado dentro das quatro linhas. A gente não pode admitir um jogo baixo dessa natureza. Aí não é uma disputa eleitoral dentro do critério democrático, é uma imposição”, afirmou o chefe do Executivo federal durante entrevista para a Jovem Pan, divulgada na noite da segunda-feira (10/1).

Em seguida, o presidente alegou que não pratica “fake news” em suas mídias e que não há acusações contra si. Depois fez as tradicionais críticas à imprensa. 

Depois da campanha de 2018, que o elegeu, Bolsonaro afirmou diversas vezes que houve fraude nas urnas eletrônicas para defender o retorno do voto impresso.

Embora tenha abandonado esse discurso após o 7 de Setembro, outras desinformações e teorias conspiracionistas tomaram lugar nos pronunciamentos do presidente. Entre os alvos estiveram o governo da China, importante parceiro comercial do Brasil, e as vacinas contra o coronavírus.

Numa dessas disseminações de informações falsas, o presidente sofreu sanções das redes sociais, que tiraram do ar conteúdos. Foi o que ocorreu no grave caso da live na qual Bolsonaro associou a vacina contra a Covid-19 ao vírus da Aids.

Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), do início de dezembro do ano passado, Bolsonaro está sendo investigado, em sigilo, devido a essa associação sem qualquer fundamento científico e com o único objetivo de levantar suspeitas quanto à eficácia das vacinas anti-Covid.

Outro obstáculo para a desinformação

Além das redes sociais, outro possível obstáculo para a disseminação de informações falsas durante as eleições será o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que contará com Alexandre de Moraes na presidência a partir de setembro.

Ao votar, em outubro do ano passado, contra a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão, Moraes mandou um recado: a Justiça não será pega de surpresa em relação às milícias digitais. 

“Se for repetido o que foi feito em 2018, o registro [do candidato] será cassado e as pessoas irão para cadeia por atentar contra as eleições e a democracia no Brasil”, afirmou. 

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Fonte: O tempo

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