Conectado por

Nacional

Salários das big techs são revelados: DEVs ganham R$ 1,5 mi nos EUA

Já pensou em trabalhar num cargo que pague mais de R$ 120 mil ao mês? Pois esse emprego existe — só não está no Brasil. Um levantamento publicado pelo Business Insider mostra que grandes companhias de tecnologia, como Google e Amazon, aumentaram contratações e salários durante a pandemia. Nessas empresas, os cargos com a maior remuneração são aqueles, é claro, ligados à principal atividade dessas companhias: inovação e tecnologia.

De acordo com as informações, engenheiros de software no Google podem ganhar de 353 mil dólares até 650 mil dólares por ano, sendo este último o salário de um vice-presidente sênior de engenharia.

Na DoorDash, o cenário é similar: para o nível de entrada na mesma área, o salário é de 250 mil dólares por ano. Na Intel, gerentes de engenharia de software podem ganhar mais de 300 mil dólares por ano.

No Facebook, diretores de engenharia podem ganhar 360 mil dólares na mesma comparação. E na Amazon, cargos relacionados ao desenvolvimento de serviços na nuvem chegam a 185 mil dólares por ano.

E, por fim, empresas como UBer oferecem até 200 mil dólares por ano aos engenheiros e cerca de 150 mil dólares por ano aos cientistas de dados.

Disputa acirrada

Os altos salários refletem a disputa contínua dessas companhias por estabelecer dominância sobre as demais em termos de oferta ao mercado. Com a competição contínua — e a mão-de-obra qualificada extremamente escassa — os altos salários entram em campo como fator de decisão para que colaboradores decidam para onde ir.

“A alta demanda dos profissionais de tecnologia é global, não é só uma questão do Brasil. A pandemia acelerou ainda mais. Houve um crescimento da digitalização das empresas, que criaram produtos, investiram em vendas online, vendas de plataformas, etc. Todas tiveram que desenvolver isso”, explica Luana Castro, gerente de Tecnologia da Informação da consultoria Michael Page.

No Brasil, o cenário não é diferente. Dados de fevereiro deste ano mostram que há mais de 260 mil vagas em Tecnologia sem dono. De novo, desenvolvedores, cientistas de dados e programadores estão na mira de empresas como a Hotmart, que abriu mais de 400 vagas dedicadas ao setor.

De olho na mão de obra escassa, segundo a consultoria em recursos humanos Revelo, os salários oferecidos aos profissionais de tecnologia dispararam cerca de 20% em 2020, em média.

Entre as habilidades para os profissionais de tecnologia com mais destaque para 2021, segundo o LinkedIn, estão o domínio de linguagens como Git, Unity, JavaScript, React.js, Scrum.

As soluções para o déficit

Apesar de existirem ações pontuais que podem ajudar a contratar mais profissionais de Tecnologia da Informação, o Brasil vive um problema estrutural, na visão dos especialistas. 

Para resolver essa falta de profissionais, é necessário que as empresas entendem seu papel social e de treinamento de talentos na área em que atuam. “Qual é o papel da sua empresa na área em que ela atua?”, questiona Luana Castro, da Michael Page.

Além disso, políticas públicas de educação voltadas para tecnologia também podem contribuir para uma equilíbrio melhor entre oferta e demanda de profissionais no médio prazo.

Uma solução definitiva, contudo, depende de mudanças estruturais como mais cursos para formar esses profissionais disputados pelo mercado, como ciências da computação. Por ora, ao que tudo indica, a TI vai seguir sendo uma das poucas áreas em que, mesmo com a crise causada pela pandemia, sobram vagas de trabalho e faltam bons profissionais.

 

Fonte: Exame

Mais notícias