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Polícia fecha festa com quase 500 pessoas e show da dupla Matheus e Kauan

Na madrugada deste domingo (11), a Polícia Civil flagrou duas festas clandestinas na cidade de São Paulo com cerca de 900 pessoas aglomeradas. Uma no Jardins, zona oeste, e outra, na Cidade Ademar, zona sul.

Na primeira ocorrência, agentes do 78º Distrito Policial (Jardins), chegaram em um imóvel residencial, no Jardim América, e flagraram mais de 486 pessoas, a maioria sem máscaras, consumindo comida, bebida, cigarro e ouvindo música ao vivo com a dupla sertaneja Matheus e Kauan. Quatro pessoas identificadas como as responsáveis pelo evento foram autuadas por infringirem medida sanitária preventiva.

De acordo com a polícia, uma socialite comemorava seu aniversário com show da dupla sertaneja. Na abordagem, as equipes contam ter encontrado drogas. A Vigilância Sanitária chegou à festa após receber mais de cem denúncias que neste local frequentemente se promovia eventos clandestinos com artistas famosos com garantia dada aos convidados que a festa não seria fiscalizada pela Polícia. Pelo ingresso, foi cobrado até R$ 1.600.

Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) disse que nesta festa clandestina foram apreendidos ainda tickets e comandas de consumo. A responsável pelo local foi conduzida à delegacia, onde foi elaborado boletim de ocorrência e ela autuada por infração de medida sanitária preventiva.

A “Folha de S. Paulo” questionou a assessoria de imprensa da dupla sertaneja sobre a festa, mas não recebeu retorno até a conclusão desta reportagem.

A força-tarefa, que contou com o apoio dos órgãos Municipais e Estaduais de Vigilância, efetuou também a interdição do local, multa por aglomeração, falta de uso de máscara, falta de sinalização entre outras.

Zona sul A segunda ocorrência foi na Cidade Ademar, zona sul, onde estavam outras 406 pessoas que se aglomeravam, não respeitando o distanciamento social, e mais de cem pessoas sequer usavam máscaras de proteção. O proprietário e dois colaboradores foram conduzidos à sede da 2º Delegacia da Disccfaz (Divisão de Investigações sobre Crimes contra a Fazenda), do DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania), onde foi registrado termo circunstanciado de infração de medida sanitária.

Os demais frequentadores foram dispensados pela vigilância sanitária para evitar maior risco de disseminação do vírus. Durante a ação, uma mesa controladora de som e cinco máquinas de cartões foram apreendidos para análise.

As ações foram deflagradas pelo Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos), do Dope (Departamento de Operações Especiais de Polícia), em apoio ao Comitê de Blitz, criado pelo Governo de São Paulo para reforçar a fiscalização do cumprimento das medidas restritivas contra a pandemia.

No sábado, 10, a força-tarefa já havia impedido outras duas festas clandestinas na zona Sul da capital, com 100 pessoas no total.

No ato da contratação foi afirmado pelo contratante que seriam seguidos todos os decretos que regulam concentração de pessoas, adotando protocolos de segurança e que não haveria venda de ingressos.

 

Quebra de contrato

Em comunicado oficial, a assessoria de imprensa da dupla informou que “a parte contratante não respeitou o pactuado, efetuando venda de ingressos sem nenhum comunicado e autorização, bem como também desrespeitou o acordado no que tange ao números de pessoas no local”. Foi informado também que a dupla realizou o teste de Covid no dia do show e teve resultado negativo para a doença. 

Ainda segundo o comunicado, o departamento jurídico que assessora os artistas adotará as medidas cabíveis relativo ao descumprimento do contrato.

 

Fonte: O tempo