Conectado por

Nacional

Peste suína: foco da doença é confirmado pelo Ministério da Agricultura no Ceará

Um foco de Peste Suína Clássica foi confirmado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) nesta quarta-feira (13) no Ceará. O diagnóstico foi realizado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Pedro Leopoldo, na região Central de Minas Gerais. O caso foi identificado em um criatório de porcos para subsistência em Marco, no interior do Estado. 

“A propriedade foi interditada pelo serviço veterinário estadual, representado pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri), desde o primeiro atendimento. Conforme as estratégias para erradicação de focos de PSC adotadas no país, será realizada a eutanásia dos suínos envolvidos e a limpeza e desinfecção na propriedade, além de investigações para rastreamento de provável origem e vínculos epidemiológicos”, diz o ministério em comunicado.

De acordo com a pasta, a “ocorrência não compromete a manutenção das zonas livres de PSC” no Brasil, nem “implica em restrições ao comércio internacional de suínos e seus produtos. Além disso, a doença não é transmitida para seres humanos, não representando impacto na saúde pública”. Conclui o texto.

A área determinada como “zona livre” da doença é composta por 15 Estados e o Distrito Federal, e é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês). Alagoas, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Maranhão, Rio grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Piauí estão fora da zona, conforme o comunicado. 

“Os limites entre as zonas livre e não livre de PSC são protegidos por barreiras naturais e postos de fiscalização, onde procedimentos de vigilância e mitigação de risco para evitar a introdução da doença são adotados continuamente”, detalha o MAPA. 

A PSC, informa a nota oficial, também é conhecida como “febre suína ou cólera dos porcos” e é “altamente contagiosa”. O mal afeta porcos e javalis. A zona livre da doença “concentra mais de 95% de toda indústria suinícola” do país, e “toda exportação” de produtos derivados dos animais ocorre dentro dela.

Fonte: O tempo

Mais notícias