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Pela primeira vez, cinco principais competições continentais serão exibidas na TV brasileira


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O Grupo Bandeirantes fechou contrato para a exibição da da Liga dos Campeões da África, considerado o maior torneio de clubes do continente. O anúncio provoca um ineditismo na TV brasileira, já que essa será a primeira vez que as cinco principais competições continentais de clubes serão exibidas simultanemamente no país.

A principal delas, que é a Champions League, da Europa, tem como detentores o SBT na TV aberta, e a TNT Sports, na fechada. Já a Copa dos Campeões da Concacaf e a Liga dos Campeões da Ásia são exclusivas dos canais ESPN, que junto com a TV Globo na aberta, possui os direitos da Copa Libertadores da América.

O que dizem os especialistas?

“O advento do streaming durante o pico da pandemia de certa forma acelerou a globalização das transmissões esportivas. O futebol é um dos principais produtos em nível mundial e essa movimentação acontece de maneira natural, explica Renê Salviano, CEO da Heatmap e especialista em marketing esportivo, e que faz a captação de contratos entre marcas envolvendo profissionais do esporte.

“O brasileiro é consumidor de conteúdo esportivo, e o futebol é uma paixão nacional. Vejo com bons olhos a expansão da oferta de conteúdo por aqui. Se as emissoras estão investindo, é porque as experiências obtidas recentemente endossam”, afirma Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports e especialista em marketing esportivo, e que faz a captação de contratos entre marcas envolvendo profissionais do esporte.

“Se antes somente canais de TV aberta e de TV por assinatura disputavam a compra de direitos das principais competições do futebol mundial, a entrada das diversas plataformas de streaming chacoalhou o mercado, fazendo com que tais disputas ficassem ainda mais acirrada e um novo mercado se abriu para propriedades esportivas que até então não estavam no radar da audiência brasileira”, analisa Ivan Martinho, professor de marketing esportivo pela ESPM.

“Não existe interesse que gere números significativos por parte dos brasileiros por competições da América do Norte, África e Ásia, nem que possa ser classificado como de crescimento consistente. O que temos hoje, é um custo de reprodução ínfimo dos conteúdos, coberturas remotas, e muito espaço para ser preenchido com transmissões, o que permite que eventos que renda meio por cento de audiência sejam exibidos. A Copa Africana de Nações ainda pode ter expansão na sua audiência, porque cada vez mais seleções africanas são formadas por atletas nascidos na Europa, cuja carreira se inicia já nos principais clubes europeus, o que faz com que eles se associem a clubes e marcas que já são do conhecimento dos brasileiros, principiante dos mais jovens, que não vão a estádios, e para os quais, não existe diferença entre assistir a um jogo do clube de sua cidade e do clube de outro continente. Atletas como Messi e Cristiano Ronaldo, pontualmente, em uma edição ou outra, podem gerar interesse por jogos suas equipes nas competições continentais de clubes, mas sem eles, esses jogos rendem audiência menor que reprises de nossos melhores de décadas passadas”, acrescenta Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil. A empresa de entretenimento norte-americana, comandada pelo cantor Jay-Z, se tornou acionista majoritária e controladora da TFM Agency, companhia com mais de vinte anos de experiência no futebol mundial.

Fonte: Exame

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