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Oi encerra negociação com Anatel e resultado é pior que o esperado, diz BTG

A Oi (OIBR3) divulgou na noite de ontem, 31, que chegou a um acordo definitivo com a Anatel, reguladora do mercado de telecomunicações, para reestruturar sua dívida. O saldo, no entanto, foi pior do que o esperado pelo mercado.

O total devido pela Oi, de R$ 20,2 bilhões, sofreu uma redução de 55%, passando para R$ 9,1 bilhões. Parte desse valor será paga com o R$ 1,8 bilhão que a Oi detém em depósitos judiciais, então o saldo devedor final será de R$ 7,3 bilhões. 

Porém, mesmo com o tamanho da redação, a expectativa era ainda maior. Isso porque o acordo original que a Oi fechou com a Anatel em 2020 previa um desconto de 50% na dívida e 84 meses para pagar. Mas a legislação mudou. Pela regra revisada, o desconto da dívida poderia chegar a 70%, com a Oi tendo até 120 meses para pagar, segundo as estimativas do BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME). 

“O acordo final, anunciado ontem, prevê um desconto de 55% na dívida e 126 meses para pagar, sendo a primeira parcela paga na assinatura, seguida de seis meses de carência e o último pagamento em abril de 2033. Assim, o acordo acabou sendo pior do que esperávamos”, informou o relatório.

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Ainda assim, a maior surpresa negativa foi o tamanho da dívida original. Durante as negociações iniciais em 2020, o passivo da Oi com a Anatel era de R$ 14,3 bilhões. Mas o novo acordo inclui um adicional de R$ 6 bilhões — valor que ainda estava na mesa de discussão durante os primeiros cálculos. Segundo o BTG, a maioria dos agentes de mercado — e a própria Oi — esperava que o montante não fosse incluído no total da dívida.

“[Para a empresa], faz sentido concordar em incluir os R$ 6 bilhões em passivos adicionais nas negociações, uma vez que foram reestruturados em condições favoráveis ​​[70% de diminuição da dívida], sem falar no fim das discussões com a Anatel”, afirmaram os analistas do banco.

Na avaliação do BTG, a notícia é positiva para quem detém títulos de dívida da Oi, mas o mesmo não pode ser dito dos acionistas. A expectativa é que a decisão pressione as ações — nesta quarta, os papéis desabaram 4,58%.

O banco informou que irá revisar seu modelo e deve publicar novas estimativas para a Oi em breve. Atualmente, a recomendação é de compra, com preço-alvo de R$ 2,30.

Fonte: Exame

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