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Número de pessoas que passam fome cresce 73% desde 2020; veja como ajudar

Segundo pesquisa divulgada pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede Penssan), o número de famintos no Brasil cresceu 73% desde 2020, chegando a 33,1 milhões de pessoas no país. A pesquisa indicou que seis a cada dez famílias brasileiras vivem algum nível de insegurança alimentar.

Na região central de Belo Horizonte não é difícil encontrar quem relate já ter vivenciado momentos de falta de comida em casa. É o caso da artesã Aline Cristiane, de 36 anos. Para não deixar os filhos, de 11 anos e 9 meses, passarem fome, ela troca brincos, colares e pulseiras por alimentos. 

Essa foi a estratégia que a mãe solo arranjou para não precisar pedir esmola, garantindo a dignidade dela e da família – e não deixar faltar comida, seja qual for, no prato dos filhos.

“A situação está muito difícil. Tudo está muito caro e conseguir emprego está muito difícil. Há muitos anos não sei o que é uma carteira assinada. Para criar meus filhos e não deixar eles passarem fome, como já aconteceu algumas vezes, resolvi lutar com as armas que tenho. Deus me deu o dom em fazer bem artesanato, então vendo ou troco os colares e pulseiras por comida,não escolho, qualquer alimento é bem-vindo. Hoje, ganhei leite e biscoito, a janta já está garantida: mingau com biscoito”, comemorou. 

A artesã ainda se sente privilegiada por ter herdado da mãe um barracão em um aglomerado de Belo Horizonte. Senão, provavelmente ela estaria morando na rua com os filhos. “Moro em um cômodo no Taquaril com os meus filhos. E todos os dias agradeço, sem esse barraco estaria com certeza morando na rua. Com o que ganho, hoje, mal dá para comer. Pagar aluguel é completamente fora de cogitação, não tenho como bancar por isso”, disse a mulher.

Quem quiser conhecer melhor o trabalho de Aline, pode contatá-la pelo telefone: (31) 99720-7740. O número também está cadastrado como pix dela. 

Como ajudar?

Cada brasileiro pode fazer a diferença para quem passa fome por meio da solidariedade, até mesmo sem sair de casa. Muitas instituições sérias, que atuam para melhorar a segurança alimentar de pessoas vulneráveis, recebem doações via pix. Veja algumas:

– Cruz Vermelha – Filial Minas Gerais: Chave pix CNPJ: 06974176/001-20

 

– Central Única das Favelas de Minas Gerais (Cufa): Chave pix CNPJ 07.648.380/0001-14 (Instituição CCLA Santo Antonio do Monte)

 

– Comida que Abraça (BH): Chave pix CNPJ 430438004/001-80

 

– Grupo Força do Amor (BH): Chave pix CPF 011672666-09

 

– Paróquia de São Miguel (SP) / Padre Julio Lancelotti: Chave pix CNPJ 63089825/0097-96

 

– Pastoral de Rua de BH: Informações: (31) 3428-8366

 

Fonte: O tempo

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