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Movida: maior frota elétrica brasileira para fomentar a eletrificação

A Movida, empresa de aluguel de carros, é responsável por 10% da frota de carros elétricos brasileira. A companhia comprou veículos a bateria de todas as montadoras que vendem esse tipo de carro no Brasil. Segundo Renato Franklin, CEO da Movida, a ideia é ser um agente de transformação do mercado, catalisando as mudanças necessárias para reduzir a pegada de carbono do setor de mobilidade. “Eu falo para as montadoras: vamos comprar carros elétricos”, diz Franklin.

O ideal, segundo o CEO, é reduzir as emissões de carbono, não as compensar. A meta da Movida é ser carbono neutro até o escopo 3, que inclui as emissões dos clientes. A meta só será atingida com a eletrificação, o que depende de a indústria automotiva acelerar as vendas de carros eletrificados. Franklin passou a integrar, em maio deste ano, o grupo Liderança com ImPacto, do Pacto Global da ONU Brasil, braço das Nações Unidas para o setor corporativo. Ele será embaixador do ODS 13, um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela ONU, que versa sobre mobilidade. “A diferença entre ser signatário do Pacto ou não é que tudo vira obrigação”, diz Franklin. “Não dá para querer fazer só para aparecer; é preciso compromisso.”

Esses compromissos se refletem na estratégia de negócios. A Movida tem a frota mais jovem do mercado, fruto de um plano, instituído em 2020, de substituir seus carros por modelos mais novos e equipados. Com isso, o tíquete médio do aluguel sobe e impulsiona a geração de receita da companhia. No primeiro trimestre deste ano, o lucro líquido­ da Movida cresceu 136% em relação ao mesmo período do ano passado, para 258,1 milhões de reais. O faturamento chegou ao inédito patamar de 2 bilhões de reais, uma expansão de 87,1% na mesma base de comparação.

Ao mesmo tempo que registrava recordes no resultado, a Movida acelerava sua estratégia de mobilidade sustentável. A empresa captou, neste ano, 1 bilhão de reais em uma debênture e aprovou uma linha de crédito de 800 milhões de reais (160 milhões de dólares) no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com parte dos recursos direcionados para a agenda ESG.

As pessoas ocupam lugar de destaque nessa estratégia. A Movida trabalha na base da pirâmide para encontrar talentos. Por trás dessa cultura está a necessidade de atender um público diverso. O executivo considera que a empresa precisa estar na vanguarda do setor, cumprindo o papel de mostrar para a cadeia o que o consumidor quer. “Não queremos comprar carros só a gasolina porque não serão vendidos”, afirma Franklin.

Fonte: Exame

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