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Medidas do BNDES para apoiar RS terão efeito de até R$ 12,6 bi


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No rol de medidas anunciadas nesta quinta-feira, dia 9, pelo governo federal para mitigar os efeitos dos alagamentos no Rio Grande do Sul, o BNDES deixará de cobrar o pagamento de dívidas de empresas sediadas no estado e vai turbinar seu programa de garantia de crédito com foco apenas nas firmas gaúchas. O efeito das medidas do banco de fomento chega a R$ 12,6 bilhões.

“É recurso na veia da economia local, além das linhas tradicionais que temos, que, evidentemente, continuarão atuando”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ao detalhar as medidas, durante a apresentação dos resultados financeiros do banco no primeiro trimestre.

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A suspensão da cobrança das dívidas, por até 12 meses, poderá injetar R$ 7,6 bilhões no caixa das empresas gaúchas. Segundo o BNDES, são 56 mil operações elegíveis ao benefício. Além de suspender os pagamentos por um ano, as empresas poderão optar pela ampliação do prazo total do financiamento pelo mesmo período.

As empresas interessadas poderão optar por essa suspensão até 31 de outubro. Somente firmas sediadas no Rio Grande do Sul poderão ter direito à suspensão.

Programa de garantia avalizará R$ 5 bi em empréstimos novos

Já o reforço no FGI Peac, programa de garantia de crédito que foi criado entre as políticas do BNDES para mitigar os efeitos da crise causada pela Covid-19, em 2020, poderá ter um efeito de até R$ 5 bilhões em novos empréstimos.

Esse é o valor máximo que um aporte específico de R$ 500 milhões no programa poderá avalizar em financiamentos concedidos por praticamente todos os bancos comerciais. Segundo o BNDES, o aporte será feito pelo Tesouro Nacional.

A medida é direcionada para as empresas de menor porte. O Peac funciona como um seguro-fiança para o aluguel imobiliário, oferecendo ao tomador do empréstimo a garantia, assim como o seguro-fiança permite ao inquilino alugar a moradia sem um fiador.

O aval vem de um fundo do BNDES, o FGI – que receberá o novo aporte de R$ 500 milhões por parte do Tesouro. Quem empresta são os bancos privados, com recursos deles. Se o cliente que tomou o empréstimo dá calote, o aval cobre a perda.

Segundo Mercadante, o reforço nas garantias será importante para as empresas gaúchas que, eventualmente, perderam maquinário e estoque por causa dos alagamentos.

Com as perdas, essas firmas, especialmente as de menor porte, têm ainda menos condições de oferecer garantias na hora de tomar um empréstimo junto a um banco. E tomar algum financiamento pode ser a única saída para manter as atividades dos negócios após as enchentes.

Fonte: Exame

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