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Marília Mendonça: Árbitro mineiro da Série A faz tatuagem em homenagem à cantora

O carinho pela cantora Marília Mendonça, morta em um acidente aéreo com mais quatro pessoas na última sexta-feira (5) em Caratinga, na Zona da Mata, foi eternizado na pele pelo árbitro mineiro Emerson de Almeida Ferreira, integrante do quadro da CBF. Atualmente, o fisioterapeuta tem atuado como árbitro de vídeo no Campeonato Brasileiro.

Entre uma partida e outra, ele divulgou nas redes sociais nesta quinta-feira (11) uma tatuagem que fez em homenagem à cantora. O desenho escolhido por ele foi o que estampa o álbum “Todos os Cantos” lançado pela Rainha da Sofrência em 2019 e que também virou documentário em plataforma de streamings, com duas flechas atravessadas e quatro imagens.

Originalmente, as representações eram um coração partido, um copo de cerveja, uma coroa e uma mão no estilo “rock’n roll’, com o dedo indicador e mindinho para cima. Os fãs da cantora, entretanto, repaginaram o desenho e substituíram o copo de cerveja e a mão por um símbolo do infinito e duas mãos em formato de oração. 

Abaixo do símbolo, o árbitro ainda escreveu “Eternamente”, para deixar claro por quanto tempo ficarão as memórias da cantora. 

Pelas redes sociais, Emerson Ferreira costuma compartilhar os momentos de preparação antes dos jogos. Não é raro ver que Marília Mendonça embalava os vestiários da arbitragem nos jogos em que ele estava escalado. Dias antes da morte da cantora, inclusive, ele chegou a compartilhar um stories em que desejava um encontro com “modão” de Marília. 

“A Marília Mendonça para mim representa alegria, paixão, paz, sinceridade, felicidade e muito amor. Eu acompanho o trabalho dela desde 2015 logo quando ela lançou seu primeiro álbum, quando sua primeira música começou a fazer sucesso de verdade eu já ouvia, principalmente quando estava designado para jogos em Goiânia”, lembrou. 

Segundo o árbitro, desde então ele passou a admirar ainda mais a cantora e acompanhar de perto o trabalho dela. “Na preparação pré jogo sempre coloco músicas em meu vestiário. Curto um pagode, gosto de sertanejo e ouvir Marília Mendonça. A partir daí todos os meus colegas de trabalho passaram a ouvir e curtir também suas músicas. Todos que ali estavam escalados comigo já sabiam da minha playlist. Isso me dava vontade de correr, alegria, mais amor e carinho para com as pessoas, afinal era o que ela transmitia”, contou à reportagem de O TEMPO. 

Emerson Ferreira disse que ainda não consegue acreditar na morte de Marília e que a ficha dele ainda não caiu. “Desde do dia do acidente acidente ainda não consegui rever um vídeo (do acidente) sequer. Só consigo ver as fotos e vídeo que tenho no celular. A tatuagem foi uma forma de eternizar meu sentimento por ela. Sei que onde quer que ela esteja, ela está irradiando de alegria, pois ela não imaginava que o mundo amava Marília tanto assim e nem o mundo sabia que ela era tão amada assim. Marília Mendonça sempre será a nossa rainha”, finalizou. 

No dia do enterro da cantora, Emerson Ferreira postou uma foto ao lado de uma banner em um ponto de ônibus no Rio de Janeiro com um documentário da cantora. Na postagem, ele afirmou que não se continha diante de “qualquer foto, cartas, imagens, áudios dessa pessoa maravilhosa que era Marília” e que um dia ele precisaria dessa foto. “Amor de fã é assim, não tem muita explicação. Apenas tem o começo de um amor sem fim. Ser fã vai além de ter coisas do seu ídolo, vai além de ter várias fotos dele no seu celular, o importante é amar”, publicou. 

O árbitro mineiro está escalado para atuar como VAR neste fim de semana justamente em Goiânia, terra de Marília Mendonça, na partida entre Atlético Goianiense e Santos, pela Série A do Campeonato Brasileiro.

Fonte: O tempo

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