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LIVE: Logística e tecnologia têm que caminhar junto para vencer limitações

As dificuldades enfrentadas nas redes de transporte vêm cada vez mais encarecendo os custos logísticos no Brasil. Esses gargalos operacionais e de infraestrutura fazem com que o setor logístico ainda seja um ponto importante para a economia brasileira, principalmente com a pandemia que impôs complexas demandas e avanços para o setor. Essas limitações impostas às empresas e consumidores tornou o uso de tecnologias como inteligência artificial, IoT e outras ferramentas tecnológicas peças chaves para potencializar a produtividade de processos, fluxos e, principalmente, integrar empresas e clientes, agregando valor aos negócios e ao país.

Na última quarta-feira, 7, webinar da Bússola reuniu Rodrigo Mourad, cofundador e presidente da Cobli, Mauro Telles, superintendente de produtos da Veloe, e Vasco Oliveira, sócio da SK Tarpon, CEO da Niche Partners e presidente do conselho NSTech, para um debate sobre como a tecnologia pode ajudar a superar desafios de logística e a aproximar empresas e consumidores. A moderação foi do jornalista Rafael Lisbôa, diretor da Bússola.

Na opinião dos debatedores, a mudança de comportamento das pessoas e das empresas com a pandemia foi decisiva nas transformações do setor de logística. Os consumidores tornaram-se cada vez mais exigentes na busca de melhores entregas e serviços, de forma rápida, eficiente e de qualidade, forçando as empresas a reagirem ao cenário e ajudando o setor a alavancar o mercado.

Para Rodrigo Mourad, da Cobli, uma logtech de gestão de frotas, os problemas do setor são pautados em duas frentes: a estrutural e a operacional. “Com a pandemia, a mobilidade ficou restrita, e a logística teve que mudar. Tecnologia, processos e cultura das empresas precisam ser alterados para se adequar a essa nova realidade”, diz Mourad.

A Cobli utiliza internet das coisas (IoT) e inteligência de dados para tornar a operação logística das empresas mais eficiente. Mourad também afirmou que o mercado vem amadurecendo, e isso vem alavancando o crescimento e o projeto de expansão da empresa.

“Estamos em um ritmo de crescimento acelerado, com muitas frentes novas de trabalho. Estamos expandindo o time para trazer cada vez mais especialistas com experiência sólida, que nos ajudem a acelerar o desenvolvimento de novas frentes.”

Segundo Mauro Telles, superintendente de Produtos da Veloe, durante a pandemia da covid-19, houve um crescimento na procura por sistemas de gestão de frotas. Ele diz ainda que um dos maiores custos de logística são os gastos com combustíveis.

“O mercado tem um custo total de R$ 300 bilhões com combustível e, mesmo com isso, apenas 15% das empresas utilizam soluções de gestão. Com a pandemia, as empresas entraram em um cenário de retração e cada vez mais ficou necessário ter eficiência no custo de logística, fazendo com que nosso produto obtivesse um crescimento de cerca de 30% se compararmos com o mesmo período do ano passado”, afirma.

O executivo da Veloe também tratou das tendências de mercado, futuro do setor logístico e sobre como a companhia está se preparando para a chegada delas. “A tecnologia é um transformador do mercado. Alguns estudos mostram que, até 2030, 145 milhões de veículos serão elétricos. Como uma plataforma multiconectada, já estamos olhando para isso e atentos a estas mudanças. Existe a necessidade de adequação do mercado.”

“A pandemia acelerou de forma exponencial a digitalização do setor. Motoristas estão cada vez mais conectados via app. As empresas que agora atuam de forma remota precisam de mais banda larga para suas operações. O consumidor está demandando mais produtos via e-commerce. Essas mudanças, aliadas a uma maior expansão tecnológica, proporcionaram um maior elo de conectividade para a cadeia com impactos muito positivos”, diz Vasco Oliveira da SK Tarpon.

Na visão de Vasco, novos recursos tecnológicos deverão tornar o setor de logística ainda mais eficiente. “Com a pandemia passamos a olhar para dentro e repensar como melhorar nossa operação. Como a utilização de RPAs (Recibo de Pagamento Autônomo) cresceu muito em nosso negócio, passamos a aperfeiçoá-lo. Inteligência artificial, serviços em cloud e big data também se tornaram fundamentais para a empresa”, diz.

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Fonte: Exame

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