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Jornalista de BH fica ‘presa’ nos EUA após ter voo para o Brasil cancelado

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Onze horas. Esse foi o tempo que uma jornalista e fotógrafa de Belo Horizonte ficou esperando por respostas em um aeroporto dos Estados Unidos nesta semana, sem saber se poderia voltar para o Brasil em meio a uma pandemia jamais vista.

Ana Cecília de Moura, de 28 anos, foi à América do Norte para estudar. “Eu vim mais para estudar inglês e também trabalho com fotos. Há aproximadamente um mês eu comprei a minha passagem normalmente para voltar ao Brasil nessa terça-feira (9)”, disse.

Porém, a jovem, que estava morando em San Jose, na Califórnia, não conseguiu embarcar. “Eu cheguei ao aeroporto de São Francisco com bastante antecedência. Meu voo era 10h, mas eu cheguei às 5h50. Ao chegar no guichê, fui comunicada pela American Airlines, responsável pelo meu voo até Miami e depois para Guarulhos, de que todos os voos dos EUA para o Brasil foram cancelados. E eles não me ligaram e nem mandaram um e-mail para me informar isso”, contou.

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De acordo com ela, foram diversas tentativas de solução, tanto com a 123Milhas, empresa responsável pela intermediação de compra das passagens, quanto pela companhia aérea norte-americana e pela Gol, operadora do voo entre São Paulo-Guarulhos e Belo Horizonte-Confins. Em um vídeo postado nas redes sociais, Ana explica um pouco sobre a situação:

 
 
 

 
 
 
 
 

 
 

 
 
 

Gente, por favor me ajudem a marcar e compartilhar! Estou a mais de 10 horas esperando um posicionamento da @123milhas sobre meu vôo cancelado e não informado a mim por eles! A América Airlines @americanair não quer se responsabilizar nem a Gol @voegoloficial !A 123 MILHAS ATE AGORA NAO SOLUCIONOU MEU PROBLEMA! Comentem e marquem eles aqui por favor! Me ajudem! Quantas outras pessoas estão na mesma situação! Por favor! Comentem essa falta de respeito ao próximo! Colocando a minha vida e a vida de outros em perigo eminente em meio a uma Pandemia altamente transmissível ! #covid19 #cancelamentodevoo #problemanaviagem #travel #123milhas #gol #vooscancelados #terrornoaeroporto #aeroporto

Uma publicação compartilhada por A N A C E C Í L I A ✈️🌎 (@anaceciliamoura13) em

“O pessoal do aeroporto falou que não podia fazer nada, pois quem tem a responsabilidade é a Gol, que foi quem emitiu as passagens. A empresa disse que também não tem responsabilidade. Fiz uma ligação internacional, de mais de uma hora, que me custou 66 dólares, para a 123Milhas, que também não resolveram. Está impossível voltar, pois uma passagem está custando mais de 4 mil dólares”, afirmou.

Por sorte, a jornalista tem uma amiga que mora na região, e se ofereceu em hospedá-la. “Ainda bem que eu ainda tenho um dinheiro para me alimentar, pelo menos. Mas eu me senti tão humilhada e desamparada, é uma situação horrível. E eu tenho que voltar para o Brasil, pois meu visto expira no próximo dia 26. Se eu não conseguir sair daqui, não sei o que vai acontecer”, concluiu.

No fim da noite dessa quarta-feira (10), a mineira contou que a 123Milhas enviou novas passagens para ela, com a promessa de que ela embarcaria nesta quinta-feira (11). Porém, na realidade, os bilhetes são para o dia 11 de novembro.

A reportagem de O TEMPO solicitou um posicionamento sobre a situação para as empresas Gol e 123Milhas. Por meio de nota, a Gol informou que, desde o dia 17 de março, não está mais realizando viagens internacionais.

Também por meio de nota, a 123Milhas comunicou à reportagem que o cancelamento da passagem foi feito por parte da companhia aérea Gol, mas novo bilhete foi emitido pela empresa intermediária para esta quinta (11), às 13h30 (horário de São Francisco), pela companhia aére Azul, e não para 11 de novembro como teria dito Ana Cecília.

Não conseguimos contato com a American Airlines, mas o espaço continuará aberto para esclarecimentos.

Atualizada às 13h30 e às 15h30, de 11 de junho

Fonte: O tempo

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