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Jordan Belfort: a biografia do Lobo de Wall Street


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Jordan Ross Belfort nasceu em 9 de julho de 1962 em Queens, Nova York. Figura controversa e carismática, Belfort ficou mundialmente conhecido por seus escândalos financeiros e pela autobiografia O Lobo de Wall Street, que inspirou o filme homônimo dirigido por Martin Scorsese.

Quem é Jordan Belfort?

Jordan Belfort emergiu como uma das figuras mais intrigantes de Wall Street, cuja jornada de ascensão e queda espelha as complexidades e excessos do sistema financeiro americano.

Conhecido por sua habilidade excepcional em vendas e uma conduta duvidosa nos negócios, Belfort fundou a corretora Stratton Oakmont, envolvendo-se em atividades que eventualmente o levaram à condenação por fraude e lavagem de dinheiro.

Primeiros anos

Nascido numa família judia de classe média, os pais de Jordan, ambos contadores, proporcionaram uma educação sólida e valores tradicionais durante sua infância. Cresceu em Bayside, Queens, onde, desde cedo, demonstrou um talento nato para vendas. 

Aos 16 anos, com um amigo, ganhou seu primeiro grande dinheiro vendendo sorvetes italianos nas praias locais durante o verão, arrecadando cerca de US$ 20 mil.

A experiência precoce em vendas mostrou-lhe o poder da persuasão e o potencial de grandes retornos financeiros, valores que o guiariam ao longo de sua carreira.

Educação e primeiros empregos

Jordan Belfort começou sua jornada acadêmica na American University em Washington, D.C., onde se graduou em biologia. Originalmente, planejava usar sua formação acadêmica para entrar na faculdade de odontologia, acreditando que seria uma carreira rentável. 

No entanto, um aviso do reitor no primeiro dia o fez desistir, ao afirmar que a era de ouro da odontologia havia acabado.

Depois de abandonar a odontologia, Belfort se aventurou brevemente como vendedor de carnes e frutos do mar em Long Island, mas o negócio faliu, deixando-o falido aos 25 anos. 

Essa falência, porém, foi um ponto de inflexão que o levou ao mundo das finanças. Um amigo da família o apresentou a L.F. Rothschild, onde ele começou como estagiário. Embora tenha sido demitido devido às repercussões do crash da bolsa de 1987, essa experiência foi crucial, pois abriu a porta para sua eventual fundação da Stratton Oakmont.

Como Jordan Belfort enriqueceu?

Jordan Belfort acumulou sua fortuna por meio de operações audaciosas na bolsa de valores e a habilidade excepcional em persuadir investidores.

No entanto, sua carreira financeira é marcada tanto por seu rápido sucesso quanto pelas práticas criminosas que levaram a punições legais.

Início na bolsa de valores

Jordan Belfort iniciou sua carreira na bolsa de valores como estagiário na L.F. Rothschild, onde aprendeu os rudimentos do mercado financeiro. Após ser demitido devido ao impacto do crash da bolsa de 1987, não se deixou abater. 

Belfort percebeu que seu talento para vendas poderia ser excepcionalmente lucrativo no mercado de ações. Ele rapidamente se destacou pela capacidade de vender ações de menor valor, conhecidas como penny stocks, que prometiam grandes retornos.

Essas operações inicialmente menores provaram ser extremamente rentáveis, proporcionando a Belfort os recursos e a confiança necessários para expandir suas ambições. 

Com uma abordagem agressiva e persuasiva, ele logo começou a atrair uma quantidade significativa de clientes e fundos, pavimentando o caminho para operações mais ambiciosas e, eventualmente, para a fundação de sua própria corretora.

A fundação da Stratton Oakmont

Em 1989, Jordan Belfort fundou a Stratton Oakmont, uma corretora que começou como uma operação modesta, mas rapidamente se transformou em um gigante das vendas de penny stocks. 

Sob a liderança de Belfort, a Stratton Oakmont se especializou em ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) de empresas de tecnologia e outras startups promissoras. Com uma equipe de corretores que empregavam táticas de venda altamente agressivas, a empresa não apenas cresceu em tamanho, mas também em influência e poder.

Qual foi o crime de Jordan Belfort?

Jordan Belfort e sua corretora, Stratton Oakmont, foram responsáveis por inúmeras fraudes financeiras que culminaram em um dos maiores escândalos de manipulação de mercado da história. 

Belfort utilizou uma técnica conhecida como “pump and dump”, inflando artificialmente o preço das ações antes de vendê-las rapidamente para obter lucro, deixando muitos investidores com grandes perdas.

Estratégias de manipulação de mercado

A estratégia de “pump and dump” praticada por Belfort envolvia a promoção intensiva de ações de empresas desconhecidas ou de pouco valor intrínseco. A equipe de Belfort exagerava as projeções de mercado e o potencial de crescimento dessas empresas para impulsionar as compras e inflar os preços. 

Uma vez que as ações atingiam um pico artificialmente alto, Belfort e seus sócios vendiam suas participações, lucrando imensamente às custas dos investidores desavisados.

A queda e a condenação

A prática contínua de fraudes levou à inevitável atenção das autoridades reguladoras. No final dos anos 1990, a National Association of Securities Dealers (atual FINRA) começou a investigar as atividades da Stratton Oakmont, culminando com a expulsão da empresa do mercado de ações em 1996. 

Jordan Belfort foi posteriormente indiciado por fraude de valores mobiliários e lavagem de dinheiro. Em 1999, ele foi condenado, resultando em uma sentença de prisão e uma ordem de restituição significativa, marcando o fim de sua tumultuada carreira na bolsa de valores.

O que Jordan Belfort faz hoje?

Após cumprir sua sentença e lidar com as repercussões de suas ações passadas, Jordan Belfort reinventou sua carreira, afastando-se dos mercados financeiros e direcionando sua energia para novas iniciativas.

Palestras e seminários

Hoje, Jordan Belfort é um palestrante motivacional e educador financeiro, que utiliza sua história como um conto de advertência para outros. Ele viaja pelo mundo, oferecendo seminários que promovem a ética nos negócios e estratégias para o sucesso financeiro sem recorrer a métodos ilícitos. 

Belfort enfatiza a importância da responsabilidade e da gestão ética, atraindo grandes públicos que buscam aprender com seus erros passados. Suas palestras costumam ser bem recebidas, embora algumas pessoas questionem a sinceridade de sua transformação.

Envolvimento com criptomoedas

Além das palestras, Belfort também mergulhou no mundo das criptomoedas, um setor que ele inicialmente criticava. Recentemente, ele expressou uma visão mais positiva, investindo em startups de criptomoeda e até mesmo discutindo os benefícios regulatórios potenciais dessa tecnologia disruptiva.

Belfort vê as criptomoedas como uma ferramenta viável para inovação financeira, desde que haja regulamentação adequada para prevenir fraudes.

Fonte: Exame

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