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Ex-presidente filipino Fidel Ramos morre aos 94 anos

O ex-presidente filipino Fidel Ramos, que liderou o país em um período excepcional de crescimento e paz, morreu neste domingo, 31, aos 94 anos, informou sua família. O militar de carreira foi presidente entre 1992 e 1998.

Oficialmente, as causas da morte não foram divulgadas, mas segundo o jornal Washington Post, sua morte teria sido causada por insuficiência respiratória. Ele também estava demente, disse o periódico americano.

A delegação da União Europeia nas Filipinas expressou suas condolências, descrevendo Ramos como um “estadista dedicado” e um “pilar da democracia”.

Ramos foi o primeiro protestante a ocupar o cargo mais alto no país predominantemente católico, apesar da oposição de alguns membros da Igreja.

Conhecido por sua atitude imperturbável em tempos de crise, era comum vê-lo mastigar tabaco em público.

Fidel Ramos liderou uma campanha de planejamento familiar para conter o rápido crescimento populacional e resolveu uma grande crise de energia causada por anos de subinvestimento no setor. Ele também foi responsável por um período de estabilidade política, após obter acordos com comunistas e separatistas muçulmanos.

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Também desmantelou os cartéis nos setores de telecomunicações, aviação e transporte marítimo, abrindo um período de crescimento.

Além disso, foi um dos primeiros apoiadores de destaque de Rodrigo Duterte quando o atual presidente se candidatou ao cargo em 2016.

Após a vitória esmagadora de Duterte, Ramos foi nomeado enviado especial do presidente a Pequim para aliviar as tensões sobre questões de soberania no Mar do Sul da China.

A relação, porém, se deteriorou rapidamente e ele passou a criticar publicamente a retórica de Duterte, sua retirada da aliança com os Estados Unidos e sua campanha antidrogas que matou milhares de pessoas.

Como outros altos funcionários de sua geração, Fidel Ramos desempenhou um papel na ditadura de Ferdinand Marcos, durante a qual milhares de pessoas foram mortas e outras milhares presas arbitrariamente.

No entanto, por convicção democrática, ele rompeu com Marcos para levar Cory Aquino ao poder em 1986.

*Com agências internacionais

Fonte: Exame

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