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Equador entra em colapso sanitário por mortes pelo coronavírus

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Equador entra em colapso sanitário após recolhimento de mais de 700 corpos em casas e nas ruas de Guayaquil, epicentro da pandemia do coronavírus no país. No Equador, o aumento do número de contaminados e mortos pelo novo coronavírus levou o sistema de saúde e o serviço funerário ao colapso. Uma força tarefa já recolheu em três semanas mais de 700 corpos em casas e nas ruas da cidade de Guayaquil.

 

O governo equatoriano assumiu os enterros, já que as funerárias não estavam conseguindo atender a grande demanda. Nesse fim de semana, um comunicado oficial da Força Tarefa Conjunta para a Emergência Sanitária Covid-19 divulgou um documento para ajudar as famílias a localizar os corpos de seus parentes pela internet.

 

No comunicado da força tarefa, o governo reconhece que houve mil e 878 mortes nos últimos dias. O presidente do Equador, Lenín Moreno, reconheceu que há subnotificação, tanto de casos confirmados como de mortes pelo coronavírus, uma vez que o país não tem a capacidade de testar amplamente a população.

 

O aumento rápido no número de infectados acabou por colapsar a rede de assistência médica do país, fazendo com que pessoas com outras doenças acabassem morrendo por não receber atendimento adequado nos hospitais. A cidade de Guayaquil é a mais atingida, com cerca de 70% de todos os casos de contaminação e mortes do país.

 

Desde o dia 21 de março, o país vive toque de recolher. Atualmente, as pessoas podem sair às ruas apenas entre as 5h e às 14h. O presidente do país, Lenín Moreno, anunciou medidas para superar a crise no país. Entre elas, o corte de 50% nos salários dele, do vice-presidente, de ministros e vice-ministros e de funcionários públicos.

 

Outra medida foi a criação de uma conta nacional de assistência humanitária que será financiada por empresas privadas e cidadãos que recebem salários superiores a US$500 mensais. A conta será gerida por representantes da sociedade civil e focada em ajudar pequenas empresas e pequenos produtores, evitar demissões e ajudar famílias de baixa renda.

 

As grandes empresas, aquelas que faturaram mais de US$1 milhão no último ano, contribuirão com 5% desse lucro em três pagamentos mensais. Já os cidadãos que ganham mais de US$500 por mês farão uma contribuição progressiva por nove meses, proporcional a seus rendimentos. A previsão do Ministério da Economia é arrecadar entre US$650 milhões e US$800 milhões com a ajuda de pessoas físicas. 

 

As contribuições dos cidadãos serão utilizadas em um bônus de Proteção à Família, uma ajuda temporária de US$60 por mês, em abril e maio. O governo propôs ainda que ninguém possa ser despejado por atrasar o aluguel durante a pandemia e nos 60 dias subsequentes.

 

No Equador, a Previdência Social estenderá a 120 dias a cobertura para os que ficarem desempregados. E o pagamento do seguro-desemprego será feito em sete dias e não mais em 60 dias.

Fonte: Ag. Brasil

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