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Doses de AstraZeneca podem ter sido aplicadas vencidas, diz jornal

Uma reportagem do jornal Folha de São Paulo, baseada em um dos bancos de dados do Ministério da Saúde afirmou que pelo menos “26 mil doses vencidas da vacina AstraZeneca foram aplicadas em diversos postos de saúde do país”.

Seriam doses dos primeiros lotes que chegaram ao país, nos meses de janeiro e fevereiro, todos importados do Instituto Serum, na Índia, ou por meio do consórcio Covax Facility, da Organização Mundial da Saúde. Nenhum foi fabricado na Fiocruz.

O Ministério da Saúde informou que não distribuiu nenhuma dose de vacina fora do prazo de vencimento; e que acompanha rigorosamente todos os prazos de validade dos imunizantes. Acrescentou que cabe aos gestores de saúde nos estados, municípios e no Distrito Federal acompanharem a validade em cada local e cumprir o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19.

De acordo com a Folha de São Paulo, as supostas vacinas fora do prazo teriam chegado a mais de 1.500 cidades, sendo que a maioria teria recebido menos de 10 doses vencidas. No entanto, a Folha diz que Maringá, no Paraná, teria recebido a maior quantidade: mais de 3.500 doses. Seguida pelas cidades de Belém, São Paulo, Nilópolis e Salvador.

Por meio de nota, prefeituras negaram o uso de vacinas vencidas.

Maringá e Salvador explicaram que, no começo da vacinação, os dados chegavam a demorar dois meses para serem atualizados no sistema do Ministério da Saúde. Então, os lotes citados pelo jornal foram aplicados dentro da validade, mas só apareceram no sistema semanas após serem usados.

A Secretaria de Saúde de Nilópolis instaurou uma sindicância para apurar os fatos denunciados pelo jornal. E está rastreando as pessoas que teriam tomado vacinas dos lotes que estariam fora da validade.

E a cidade de São Paulo informou que a data de validade é monitorada de três modos e, no ato da aplicação, as pessoas podem conferir o frasco das vacinas. E que as doses aplicadas passam por um rastreamento para identificar eventuais falhas.

Até o fechamento da reportagem, a Prefeitura de Belém não tinha respondido nosso contato.

A Anvisa afirmou que vacinas com prazo de validade expirado não têm garantias de eficácia e segurança. E o protocolo do Ministério da Saúde prevê o que fazer se isso ocorrer. O primeiro passo é notificar a Secretaria de Saúde local. Se a secretaria confirmar que a pessoa tomou dose de vacina vencida, ela não deve ser considerada válida e 28 dias depois a pessoa deve tomar a vacina normalmente.

De acordo com o Vacinômetro do Ministério da Saúde, até essa sexta-feira cerca de 103 milhões de brasileiros já receberam pelo menos uma dose de vacina contra covid-19. Desses, 27 milhões já concluíram a imunização com duas doses ou foram vacinados com a Janssen, que é de dose única. Esse número representa 12,7% da população do país e 17% dos 158 milhões de adultos previstos para serem imunizados até o fim do ano.

* Com produção de Ariane Póvoa.

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Fonte: Ag. Brasil

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