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Do Leblon à Maré, ‘órfãos do Carnaval’ lotam ruas do Rio em meio à pandemia

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“Brilhando em vida, sorrindo à toa. Só vibrando amor e paz… #gin #021 # rio #noite # leblon.” Compartilhada na sexta (12), a foto de Mayara, uma jovem de longas e lisas madeixas loiras, é um dos exemplos espraiados pela internet de que a zona sul carioca está vibrando desacato ao decreto que limita a circulação de pessoas.

Em 2020, o Leblon virou símbolo do descaso com a pandemia que, até aqui, já fez mais de 31 mil vítimas só no Rio de Janeiro. A noite de reabertura de bares e restaurantes após três meses de quarentena enxameou as ruas do bairro. Aglomerações movidas a álcool eram constantes na rua Dias Ferreira, com várias pessoas bebendo em frente a uma estátua de Cazuza (1958-1990), vítima de outra epidemia global, a da Aids.

Neste período que, num ano normal, seria tomado por blocos carnavalescos pelas ruas da cidade, não foi diferente. Uma operação da secretaria municipal de Ordem Pública interditou na noite deste sábado (13) o Bosque Bar, um bar temporário ao ar livre sediado pelo Jockey Club, na Gávea, que é vizinha ao Leblon. É onde Mayara estava.

O point abriu em novembro oferecendo a expertise de um chef de cozinha com estrela no Guia Michelin e um mixologista que criou um drinque de R$ 35 só para a ocasião, com espumante, limoncello, gim e mango spicy.

Casas noturnas em Copacabana e na Barra da Tijuca (esta na zona oeste) também entraram na mira das autoridades.

A fiscalização que a prefeitura diz ter reforçado não bastou para desencorajar os órfãos do Carnaval, proibido neste ano para deter o avanço da Covid-19. Festejos pipocaram por vários cantos do Rio, das barracas de caipirinha de pinga no Complexo da Maré aos drinques com gim na Dias Ferreira.

Na quadra da escola de samba Unidos da Tijuca, a folia acabou antes mesmo de começar. “Por determinação da Prefeitura do Rio através da Secretaria de Ordem Pública e Vigilância Sanitária, cancelaremos o evento Roda de Samba do Vou Pro Sereno, o Pagode do Mestre com a Feijoada Nota 10 da Unidos da Tijuca que aconteceria neste domingo”, a agremiação carnavalesca avisou em nota.

Entre a noite de sábado e a madrugada de domingo, as ações municipais que envolvem prefeitura, guarda municipal e vigilantes sanitários fiscalizaram 11 estabelecimentos e interromperam quatro deles por aglomeração e falta de licenciamento. Uma fração ínfima das festas clandestinas na cidade.

O domingo (14) ensolarado colaborou para abarrotar a orla carioca. A praia do Leblon, por exemplo, lotou de pessoas, sobretudo jovens. Achar alguém com máscara era um desafio.

Fonte: O tempo

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