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Covid: TCE identifica mais de 800 mil mineiros com 2ª dose da vacina em atraso

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG)  identificou que mais de 800 mil mineiros ainda não tomaram a segunda dose da vacina contra a Covid-19, ao analisar os dados do Vacinômetro e do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI).

Após a constatação, o TCE-MG emitiu um ofício aos 853 municípios mineiros para que os prefeitos tomem providências para o bom desempenho do ciclo completo de vacinação. 

Entre as orientações do tribunal está a identificação das pessoas que estão com a segunda dose em atraso, contatar essas pessoas para que elas tomem a segunda dose e promover, dentro da realidade de cada cidade, campanhas publicitárias sobre a importância do esquema vacinal completo.

“É necessário que seja implementado, com urgência, o trabalho de busca ativa das pessoas que não receberam a dose complementar do imunizante, ação essa extremamente oportuna para garantir a efetividade da vacinação prezando pelo bem-estar dos munícipes” disse o presidente do Tribunal, no ofício.  

Além disso, o TCE-MG reforçou a importância de que os municípios mantenham os dados do Vacinômetro, do governo estadual, e o SI-PNI, do governo federal, sempre atualizados, sobretudo em relação à segunda dose. O ofício reforça que “a transparência e a publicidade dos dados coletados poderão servir de indicadores epidemiológicos para definição de distribuição das doses relativas às próximas remessas de vacinas, ou para outras políticas públicas cabíveis”.

O presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems-MG), Eduardo Luiz Silva, informou que ainda não teve acesso aos dados levantados pelo TCE, mas acredita que esse quantitativo de pessoas que estão sem a segunda dose da vacina contra a Covid-19, apontado pelo tribunal, seja um problema de instabilidade nos sistemas de informação utilizados pelo municípios para o lançamento de dados da campanha de vacinação.

“Sem analisar os dados do TCE posso inferir que isso seja inconsistência no sistema de informação. É rotina no dia-a-dia das secretarias de saúde dos municípios encaminhar os dados e os sistemas do DataSUS e da SES não reconhecerem. Em geral, eles são muito instáveis. Muitos dos municípios que tem alimentado o vacinômetro estão com dificuldades nessa alimentação. Nós temos um Estado do tamanho da França, com problemas de conexão de internet de várias formas e isso pode gerar alguma inconsistência no sistema”, diz.

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Eduardo ainda completa dizendo que não há problema no repasse de vacinas as cidades mineiras. “Vacinas suficientes aos municípios tem chegado e sido encaminhadas de acordo com a pauta de distribuição do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado de Saúde”, afirma.

Procurada, a assessoria de imprensa do TCE informou que não há um prazo determinado para os municípios responderem o ofício do tribunal, pois, por enquanto são apenas recomenções. “Acreditamos, inicialmente, na eficácia das ações pedagógicas. Mas, as omissões podem ser punidas futuramente”, disse.

Fonte: O tempo

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