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Com disparada de 430% em 12 meses: o esperar das ações do Banco Inter?

Apesar da alta de 430% nos últimos 12 meses, os papéis do Inter (BIDI11) ainda têm espaço para subir, avalia Cristiano Pinelli, sócio e fundador da Rio Gestão. Para ele, os ativos podem não estar mais tão baratos em Bolsa, mas, diante das avenidas de crescimento, seguem como uma oportunidade no mercado.

“Desde o IPO do Inter para cá, muita coisa mudou. O banco saiu de 1 milhão de clientes [em 2018] para mais de 12 milhões e está entrando agora na economia real, com a área de marketplace, que será aberta em breve para não correntistas. Apesar dos preços [dos papéis] relativamente altos, ainda acreditamos que tem muita coisa para acontecer. É até difícil acompanhar. Todo dia tem um evento novo. Nossa impressão é que o Inter não está caro e ainda segue como uma boa opção de investimento para os próximos anos”, disse Pinelli no programa Examinando a Bolsa, da EXAME Invest, desta quarta-feira, 7. Atualmente, os papéis BIDI11 representam a maior posição do fundo de ações que o executivo administra na Rio Gestão.

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Com a plataforma de vendas Inter Shop, o banco visa aumentar o número de clientes em sua plataforma, além de oferecer outras funcionalidades como crédito – apontado por Pinelli como outra via de expansão.

Depois de movimentar 5,5 bilhões em oferta de ações – sendo 2,5 bilhões de reais vindos da companhia de pagamentos Stone –, o Inter está em busca de outros segmentos. “O Inter está criando vários negócios, que vão desde telefonia, serviços financeiros, vendas de produtos. Tem muita coisa a ser feita ainda. É um negócio que se autoalimenta”, comentou.

Além disso, ele vê os planos de internacionalização do banco, com a possível listagem de ações na Nasdaq como um potencial catalisador para os papéis, principalmente se o IPO do Nubank vier primeiro e tiver uma boa colocação. “E acho que tem tudo para ter, como já estamos vendo com [o investimento de Warren] Buffett no banco”, afirmou. No início do mês passado, o megainvestidor americano investiu 500 milhões de dólares no Nubank, avaliando o banco em 30 bilhões de dólares.

Apesar do otimismo, o gestor frisou que é preciso ter pé no chão. “Essa é uma ação de crescimento, não é um papel de transmissão de energia [considerado como defensivo]. Por isso, tem que acertar o tamanho da posição, para poder fazer essa travessia. O papel pode não estar mais tão barato, mas é porque ainda tem muita coisa para acontecer”, comentou.

O Examinando a Bolsa é transmitido ao vivo, às 17h30, de segunda a sexta-feira no Instagram e Youtube da EXAME Invest

Veja abaixo a edição completa desta quarta-feira:

Fonte: Exame

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