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Caso ‘Dom Diego’: acusado de matar o próprio irmão por disputa de herança em RO tem julgamento marcado
O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) denunciou Heverson Giuliane Siqueira pelo assassinato do próprio irmão, o empresário e criador de conteúdo Herlison Diego de Siqueira, de 35 anos, conhecido como “Dom Diego”. O crime aconteceu em setembro de 2023, em frente à chácara onde a vítima morava, às margens da BR-364, em Jaru (RO).
O processo, que tramita em segredo de Justiça. Heverson está preso preventivamente desde dezembro de 2024. O julgamento pelo Tribunal do Júri está marcado para 19 de novembro de 2026, em Jaru.
Segundo a acusação, o crime foi motivado por uma disputa de herança. O Ministério Público aponta que Heverson ficou escondido na propriedade e surpreendeu o irmão no momento em que ele chegava ao local.
O réu responde por homicídio qualificado por motivo torpe e pelo uso de um recurso que dificultou a defesa da vítima.
Em nota, a defesa de Heverson afirmou que ele é inocente e que ainda não foi condenado pelo crime. O advogado destacou que o réu está preso desde 2 de dezembro de 2024 e que só será considerado culpado se houver uma condenação definitiva.
A defesa também informou que não vai comentar provas ou detalhes do processo antes do julgamento. Segundo os advogados, os argumentos serão apresentados diretamente aos jurados durante a sessão.
O processo
O processo começou em dezembro de 2024, quando a Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público. Depois de ser formalmente comunicado sobre a acusação e apresentar sua defesa, Heverson foi interrogado e testemunhas foram ouvidas ao longo de 2025.
Em outubro daquele ano, durante o interrogatório, o réu optou por não responder às perguntas do juiz e do promotor. Ele respondeu apenas aos questionamentos do próprio advogado.
Em novembro de 2025, o juiz responsável pelo caso decidiu que Heverson deveria ser julgado pelo Tribunal do Júri. Na decisão, o magistrado considerou que havia provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria. Também determinou que o réu continuasse preso preventivamente.
A defesa recorreu da decisão, mas, em agosto de 2026, os desembargadores do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) decidiram, por unanimidade, manter a decisão de levar Heverson a júri popular.
Com a conclusão dessa etapa do processo, o julgamento foi marcado para 19 de novembro de 2026, em Jaru.
