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Arte x coronavírus: como grupo de fotógrafos se aliou contra a pandemia

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“O Brasil não é um país consumidor de arte” – diz o fotógrafo André Montejano,  abordando em sua fala tanto as dificuldades dos artistas em venderem suas obras como da não cultura do brasileiro em adquirir.

Se somado a isso, for acrescentado a pandemia do novo coronavírus, onde diversas áreas profissionais foram afetadas, especialmente de quem vive de arte, pode-se dizer que uma parte expressiva desta parcela encontra-se hoje em quarentena.

Pensando em uma maneira de transformar este tempo “parado” em algo produtivo, foi criado o projeto Photo que Alimenta – onde amigos fotógrafos com trabalhos publicados em diversas partes do mundo doaram suas obras em favor de famílias mais vulneráveis durante a pandemia.

O objetivo do projeto é vender fotografias impressas e emolduradas para converter o valor arrecadado em cestas básicas para famílias carentes da região de Campinas, no interior paulista. Para isso, foi um criado um site contendo ensaios de dez fotógrafos participantes. Ao navegar pela página, tanto é possível conhecer quem são estes profissionais engajados com a causa, como acompanhar quem já recebeu as cestas de alimentos. “Pensamos em zelar pela transparência do que está sendo realizado, para que não tenham dúvidas sobre o destino da venda das fotografias”, disse Montejano.

Além da cesta básica, que será montada por uma equipe de colaboradores, será doado também um frasco de álcool em gel e máscaras de proteção para cada família. Apesar deste projeto não ter apoio político ou comercial, dois empresários conhecidos do fotógrafo doaram 200 frascos de álcool em gel e 500 máscaras para fazerem parte do kit.

A família que irá receber a doação, também ganhará a mesma fotografia adquirida pelo doador já emoldurada. “Também queremos levar arte para esta parte da população, além de valorizar o trabalho do fotógrafo, ambos afetados pela pandemia”, explica Montejano.

Distribuição

Pelo menos cinco voluntários farão em um dia escolhido as entregas das cestas, devidamente equipados com máscaras, tomando as precauções de distanciamento de pelo menos um metro e meio e de descontaminação dos kits. As famílias que serão beneficiadas terão seus dados coletados para que seja analisado o grau de vulnerabilidade, identificando por quanto tempo elas vão necessitar de mais apoio para atravessarem a crise. A ideia é que o projeto se estenda para além da pandemia.

Para os doadores, as fotografias emolduradas em tamanho 20×30 chegarão via Correios. O valor de cada uma é de R$ 100. Para contribuir, basta acessar o site: https://www.photoquealimenta.com.br/

Abaixo, veja galeria:

<p>Foto que compõe o projeto “Photo que Alimenta” (não usar esta foto)</p>(Giancarlo GiannelliDivulgação)
<p>Foto que compõe o projeto “Photo que Alimenta” (não usar esta foto)</p>(Giancarlo GiannelliDivulgação)
O homem e as pombas(Pedro NogueiraDivulgação)
Ilha de Elba(André BarretoDivulgação)
<p>Registro de crianças em Moçambique</p>(André MontejanoDivulgação)
Criança sendo atendida por médico(André MontejanoDivulgação)
<p>Foto que compõe o projeto “Photo que Alimenta” (não usar esta foto)</p>(André MontejanoDivulgação)

 

 

Fonte: Exame