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Ao lado de Bolsonaro, Biden promete ajuda financeira para preservar Amazônia

Os presidentes Jair Bolsonaro (PL) e Joe Biden, dos Estados Unidos, se reuniram diplomaticamente pela primeira vez nesta quinta-feira (9), por ocasião da 9ª Cúpula das Américas, que ocorre em Los Angeles, na Califórnia (EUA). 

Antes da reunião fechada, eles fizeram rápidos pronunciamentos à imprensa. Biden frisou que o mundo deve ajudar o Brasil “no financiamento para preservar a Amazônia. É uma responsabilidade internacional da qual todos nós nos beneficiamos”.

Sobre a pauta ambiental, o chefe do Executivo federal brasileiro disse que o país possui muitas riquezas, entre as quais as minerais e hídricas, e admitiu que há “dificuldades”, mas não deu detalhes.

“Na questão ambiental, temos nossas dificuldades, mas fazemos o possível para atender aos nossos interesses e também, porque não dizer, a vontade do mundo. Mas como disse, somos exemplo para o mundo na questão ambiental”, afirmou. 

O presidente brasileiro também voltou a dizer que sente a soberania na região Amazônica ameaçada pelos interesses dos outros países, ao mesmo tempo em que reforçou a importância do Brasil na exportação de alimentos para garantir a segurança alimentar dos outros países.

“Muitas vezes nós nos sentimos ameaçados em nossa soberania naquela área do país [Amazônia], mas o fato é que o Brasil preserva muito bem o seu território”, disse Bolsonaro.

“Também temos outros interesses da nossa agenda, como o fato de que o Brasil alimenta mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo com nossa agricultura de alto nível, nossa agricultura mecanizada e nossas práticas agrícolas, usando tecnologias incomparáveis”, acrescentou.

Outro assunto trazido por Bolsonaro em seu pronunciamento foram as eleições e a relação entre Brasil e Estados Unidos. 

“Temos interesse enorme em cada vez mais nos aproximar dos Estados Unidos. Vivemos quase 200 anos de parceria, nos afastamos em alguns momentos por questão ideológica. Mas tenho certeza de que desde a nossa chegada ao governo nunca tivemos uma oportunidade tão grande pelas afinidades que nosso governo tem”, afirmou o presidente, referindo-se indiretamente ao distanciamento resultante da derrota de Trump.

Ainda sobre o tema eleitoral, o presidente brasileiro ressaltou que espera que as eleições federais deste ano, das quais é pré-candidato à Presidência, sejam “limpas, confiáveis e auditáveis para que não sobre nenhuma dúvida do resultado”. 

“Tenho certeza de que será realizada nesse espírito democrático. Cheguei pela democracia e tenho certeza de que quando deixar o governo também será de forma democrática”, completou Bolsonaro.

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Fonte: O tempo

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