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Alexandre de Moraes envia à PGR pedido de abertura de inquérito contra Ricardo Salles

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A Procuradoria-Geral da República terá que se manifestar sobre o pedido de instauração de inquérito para investigar o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, por causa de fala em reunião ministerial.

No dia 22 de abril, Salles disse que o governo federal deveria aproveitar o momento em que a imprensa está com atenção voltada para a cobertura da pandemia do novo coronavírus, para “passar reformas infralegais de desregulamentação” e simplificar normas.

Nessa quinta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Morais encaminhou à PGR a petição formulada pelos senadores Randolfe Rodrigues e Fabiano Contarato e os deputados federais Joenia Wapichana e Alessanro Molon.

Para os parlamentares, as palavras e o contexto demonstram a intenção do ministro do Meio Ambiente de afrouxar as normas relacionadas ao meio ambiente, se aproveitando de um momento tão crítico da saúde pública nacional.

Os autores da ação relatada por Alexandre de Moraes pedem ainda o afastamento de Ricardo Salles do cargo.

No início da semana, o Ministério Público Federal entrou com ação de improbidade administrativa contra Salles. O MPF acusa o ministro de desestruturar intencionalmente as estruturas de proteção ao meio ambiente.

Durante coletiva de imprensa nessa quinta-feira, no Palácio do Planalto, em Brasília, o ministro Ricardo Salles optou por não responder os questionamentos dos jornalistas sobre sua atuação.

Coube ao vice-presidente Hamilton Mourão fazer a defesa de Salles.

Sobre a ação do MPF, a assessoria do ministro informou em nota, na segunda-feira, que “a ação de um grupo de procuradores traz posições com evidente viés político-ideológico em clara tentativa de interferir em políticas públicas do Governo Federal. As alegações são um apanhado de diversos outros processos já apreciados e negados pelo Poder Judiciário”, afirma a nota.

Com relação do envio à PGR do pedido de abertura de inquérito por causa da fala em reunião ministerial, o Ministério do Meio Ambiente ainda não se posicionou.

Fonte: Ag. Brasil