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Rondônia, sábado, 18 de julho de 2026.


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Rondônia tem a 2ª passagem aérea mais cara do Brasil em 2025, aponta Anac

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Rondônia ocupa a segunda posição no ranking dos estados com as passagens aéreas mais caras do Brasil em 2025. Os dados constam no Anuário do Transporte Aéreo, divulgado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e revelam que os passageiros pagaram, em média, R$ 1.277,18 por trecho em voos domésticos com origem no estado.

O valor é praticamente o dobro da média nacional, que foi de R$ 648, e coloca Rondônia atrás apenas de Roraima, onde a tarifa média chegou a R$ 1.401,05. Na sequência aparecem Acre (R$ 1.152,66), Amazonas (R$ 961,30) e Alagoas (R$ 886,38).

Ranking das maiores tarifas médias em 2025

  1. Roraima – R$ 1.401,05
  2. Rondônia – R$ 1.277,18
  3. Acre – R$ 1.152,66
  4. Amazonas – R$ 961,30
  5. Alagoas – R$ 886,38

Os dados da Anac consideram os preços efetivamente pagos pelos passageiros ao longo de 2025 em bilhetes vendidos ao público em geral. A metodologia exclui passagens emitidas por programas de milhas, acordos corporativos, pacotes turísticos, voos fretados e bilhetes destinados a funcionários das companhias aéreas.

Rondônia foi exceção na Região Norte

Apesar de figurar entre os estados com as tarifas mais elevadas do país, Rondônia foi o único estado da Região Norte a registrar redução no preço médio das passagens em 2025.

Segundo a Anac, a tarifa média caiu 6,8% em comparação com 2024. Enquanto isso, os demais estados da região apresentaram aumento nos preços:

  • Roraima: +40%
  • Amapá: +18,7%
  • Amazonas: +16,2%
  • Tocantins: +9,8%
  • Pará: +7,6%
  • Acre: +4,6%
  • Rondônia: -6,8%

Mesmo com essa queda, o estado permanece entre os mercados mais caros para quem precisa viajar de avião.

Por que as passagens são mais caras?

Especialistas apontam que o alto custo das passagens na Região Norte está relacionado a fatores como as grandes distâncias percorridas, menor oferta de voos, baixa concorrência entre companhias aéreas e custos operacionais mais elevados.

A Anac ressalta que a tarifa média não representa o preço de uma passagem específica, mas sim a média do valor efetivamente pago pelos passageiros durante todo o ano, com os dados corrigidos pela inflação (IPCA). Isso significa que é possível encontrar tarifas promocionais abaixo desse valor ou passagens mais caras em períodos de alta demanda.

Mercado aéreo brasileiro cresceu em 2025

Em âmbito nacional, o transporte aéreo doméstico movimentou 101 milhões de passageiros em 2025, um crescimento de 8,4% em relação ao ano anterior. O Brasil registrou 958,9 mil operações aéreas, o maior volume desde 2019, com taxa média de ocupação das aeronaves de 83,6%.

Apesar da alta demanda, a tarifa média nacional caiu 3,3%, passando de R$ 670 para R$ 648 por trecho. Segundo a Anac, cerca de 24% das passagens vendidas custaram menos de R$ 300, enquanto aproximadamente 7% ultrapassaram R$ 1.500. Ao todo, 65% dos bilhetes comercializados ficaram abaixo da média nacional.

Os indicadores também apontam melhora na regularidade dos voos em todo o país. Em 2025, 7,1% das operações domésticas registraram atraso superior a 30 minutos, 2,7% atrasaram mais de uma hora e 1,8% dos voos foram cancelados.

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