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Pedro Abib defende renovação no MDB, critica gestão do Estado e propõe revisão de prioridades em entrevista ao Grupo Conecta e ao Portal Eu Ideal
O candidato ao Governo de Rondônia pelo MDB, Pedro Abib, foi o entrevistado desta quinta-feira (24) na série de entrevistas promovida pelo Grupo Conecta de Comunicação em parceria com o Portal Eu Ideal. Aos 35 anos, formado em Medicina Veterinária e Direito, com mestrado e doutorado na área jurídica, Abib apresentou sua trajetória profissional e falou sobre educação, ciência e tecnologia, gestão pública, orçamento, CAERD, segurança jurídica, pesquisas eleitorais e os desafios que considera prioritários para Rondônia.
Logo no início da entrevista, Abib foi questionado sobre seu papel como uma possível renovação dentro do MDB, partido que passou por mudanças durante o processo eleitoral e que não terá o senador Confúcio Moura como candidato à reeleição ao Senado.
Abib afirmou que a política precisa acompanhar as transformações da sociedade e destacou a importância histórica do MDB na redemocratização do país. Segundo ele, o partido reconheceu a necessidade de renovação ao aprovar seu nome para a disputa ao Governo de Rondônia.“Os tempos mudam, a sociedade muda e a política também mudou”, afirmou.
O candidato também disse que não se considera um “salvador da pátria” e que cabe ao eleitor avaliar se sua experiência e suas propostas correspondem às necessidades do Estado.
Durante a entrevista, Abib contou sua trajetória em Rondônia e sua participação na implantação e consolidação da Faculdade Católica de Rondônia.Seg undo ele, sua chegada ao Estado ocorreu por meio de um projeto de uma família missionária ligada à Igreja Católica, com o objetivo de criar uma instituição de ensino superior católica na Amazônia.
Abib relatou que se formou em Medicina Veterinária e Direito e posteriormente realizou mestrado em Direito Socioambiental e Econômico e doutorado em Direito Constitucional, incluindo períodos de estudos no Brasil, na Espanha e nos Estados Unidos.
Ele também destacou a atuação da Faculdade Católica em projetos de educação, saúde, assistência social e qualificação de servidores públicos, citando parcerias com diferentes instituições públicas. Entre os projetos mencionados está a participação em iniciativas relacionadas à política de ciência, tecnologia e inovação de Rondônia.
Questionado sobre a criação de uma Universidade Estadual de Rondônia, tema que já constou no plano de governo de Confúcio Moura em 2014, Abib afirmou que não colocaria a criação de uma nova universidade entre as prioridades dos próximos quatro anos.
Segundo ele, Rondônia já possui a Universidade Federal de Rondônia (Unir), o Instituto Federal de Rondônia (Ifro) e instituições privadas que atuam no ensino superior.
Abib afirmou que Rondônia precisa avançar nos indicadores de pesquisa, desenvolvimento e inovação e defendeu uma maior integração entre o poder público e as instituições de ensino e pesquisa.
Ao ser questionado sobre o modelo de gestão pública que pretende adotar, Abib fez uma distinção entre a administração de uma empresa privada e a gestão do Estado.
Segundo ele, o objetivo do poder público não deve ser apenas aumentar a arrecadação ou o PIB, mas transformar os recursos em serviços e políticas públicas. “Não importa dobrar o PIB de Porto Velho se eu não estou conseguindo transformar esse crescimento de PIB em vida digna para as pessoas em política pública”, declarou.
Abib também apresentou uma análise sobre o crescimento do orçamento de Rondônia e afirmou que as despesas permanentes aumentaram de forma significativa.
Para explicar seu raciocínio, utilizou o exemplo de uma família que aumenta sua renda, mas também amplia suas despesas fixas e, consequentemente, perde capacidade de realizar novos investimentos.
Outro assunto abordado foi a utilização de recursos destinados ao novo Hospital de Emergência e Urgência de Rondônia, o Heuro. Abib afirmou que cerca de R$ 230 milhões que teriam sido destinados ao projeto foram posteriormente direcionados para custeio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), por meio de decreto suplementar.
Ele também mencionou outros R$ 75 milhões e citou uma nota técnica do Tribunal de Contas de Rondônia sobre o tema. Segundo o candidato, o episódio demonstraria que o problema do Estado não seria necessariamente a ausência de recursos, mas a definição de prioridades e a gestão do orçamento. “O dinheiro não falta no Estado. O que falta é gestão e prioridade”, declarou.
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