Cotidiano
Novembro Azul: alterações na vida sexual podem indicar problemas de saúde além da esfera íntima
Dificuldade para manter uma ereção, redução do desejo sexual ou mudanças na ejaculação são questões que muitos homens evitam discutir por vergonha ou constrangimento. No entanto, alterações persistentes na vida sexual podem ir além da intimidade e funcionar como um sinal de alerta para condições que afetam a saúde de forma mais ampla. No contexto do Novembro Azul, mês dedicado à conscientização sobre a saúde masculina, o tema reforça a importância de superar tabus e buscar atendimento médico preventivo.
O médico Gabriel Aurélio, professor da Afya São Lucas, explica que mudanças no funcionamento sexual merecem atenção, especialmente quando persistem ou fogem do padrão habitual do paciente. Entre os sinais que devem ser investigados estão a dificuldade para ter ou manter uma ereção, a diminuição da libido, alterações na ejaculação, dor durante a relação sexual e mudanças na satisfação sexual.
A saúde sexual também pode refletir a saúde cardiovascular
Um dos pontos de atenção é a relação entre a função erétil e a circulação sanguínea. A ereção depende do funcionamento integrado dos vasos sanguíneos, dos nervos e de outros mecanismos do organismo. Por isso, a disfunção erétil pode estar associada a fatores de risco cardiovascular e, em alguns casos, ser um dos primeiros sinais de problemas que ainda não foram diagnosticados.
“A ereção, por exemplo, vai depender de uma boa circulação sanguínea e de funcionamento adequado de vasos e de nervos e, quando a disfunção erétil acontece, ela pode aparecer associada a fatores de risco cardiovascular”, pontua o médico.
Condições como diabetes, hipertensão, obesidade e alterações hormonais também podem comprometer a saúde sexual masculina. O tabagismo, o sedentarismo e hábitos de vida pouco saudáveis podem contribuir para esse cenário. Além disso, fatores emocionais, como ansiedade, depressão e estresse, assim como dificuldades nos relacionamentos, podem interferir no desejo e no desempenho sexual.
Investigação considera o homem de forma integral
Identificar a causa de uma alteração sexual exige uma avaliação individualizada. Mais do que investigar o sintoma isoladamente, o médico precisa compreender o contexto de vida do paciente, considerando hábitos, qualidade do sono, alimentação, atividade física, uso de medicamentos, saúde mental e histórico de doenças crônicas.
“A gente sempre tende a começar com uma conversa sobre a queixa, explorando o contexto de vida dessa pessoa, os seus hábitos, a sua saúde no geral, fazendo o exame físico quando indicado. Além disso, a realização de exames, como glicemia e perfil lipídico, pode ser solicitada”, explica Gabriel Aurélio.
A depender da história clínica e dos achados da consulta, podem ser indicados exames laboratoriais e outras avaliações complementares. Não existe, porém, uma lista única de exames adequada a todos os homens: a investigação deve considerar os sintomas, os fatores de risco e as características de cada paciente.
Quebrar o silêncio também é prevenção
Para dr. Gabriel, falar sobre saúde sexual precisa fazer parte do cuidado integral com a saúde masculina. O constrangimento pode adiar a procura por atendimento e fazer com que problemas tratáveis permaneçam sem investigação.
“É importante individualizar a investigação, porque nem todo homem apresenta a mesma alteração e nem toda alteração sexual exige os mesmos exames”, observa.
A recomendação é procurar avaliação médica diante de mudanças persistentes, recorrentes ou que causem preocupação. O objetivo é compreender a origem do problema e identificar, quando necessário, outras condições de saúde associadas. No Novembro Azul, a mensagem é que cuidar da saúde masculina também significa falar sobre assuntos que ainda são cercados de silêncio — sem vergonha, sem automedicação e sem esperar que os sintomas se agravem.
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.768 vagas de Medicina em operação, com mais de 26 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024, 2025 e 2026) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.
