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Rondônia, sexta, 20 de setembro de 2024.




Nacional

MRV tem prejuízo de R$ 71,3 milhões no 2º tri mesmo com recorde de vendas


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O grupo MRV teve um prejuízo líquido atribuído aos acionistas de R$ 71,3 milhões no segundo trimestre.

O resultado foi impactado por operação de derivativos que, segundo a empresa, não tem efeito caixa. O lucro líquido ajustado da companhia, que exclui os efeitos de uma operação de recompra de ações via equity swap, além da marcação de swap e dívidas, foi de R$ 29,35 milhões.

No segmento MRV Incorporação, houve prejuízo de R$ 24,6 milhões no período. Excluídos os efeitos de derivativos, o resultado ajustado foi de R$ 76,1 milhões.

“[Os derivativos] são fatores exógenos à operação da companhia, cujo principal ponto é a taxa de juros. A curva abriu muito nos últimos meses e tivemos uma perda nessas operações financeiras. Como agora a conjuntura parece estar dentro do esperado, tem maior chance de estabilização”, explicaRicardo Paixão, CFO da MRV, em entrevista àEXAME.

Destaques da incorporação

O CFO destaca a margem bruta como principal indicador da retomada operacional da companhia. O indicador subiu 0,1 ponto percentual (p.p.), para 26%. “Trimestre após trimestre a margem bruta ainda está subindo. Ainda temos um ‘gap’ pra fechar de 8 pontos percentuais, o que deve acontecer à medida que vendemos e substituímos as safras por novas de margem mais alta”, afirmou.

OEbitda, principal indicador de caixa operacional da companhia, alcançou R$ 286 milhões no período, alta de 95% em um ano e avanço de 18,6% frente ao trimestre anterior.

A expectativa é que a melhora dos resultados operacionais alcancem, ao longo do tempo, as linhas financeiras do balanço. Ainda assim, oplano de recuperação anunciado no início deste ano deve demorar alguns trimestres para se concretizar e apagar o efeito negativo do pós-pandemia. “Certamente não acontece ainda esse ano. Devemos ter um resultado realmente limpo em 2026.”

MRV tem recorde de vendas

Outro destaque do resultado foi o recorde de vendas: foram R$ 2,532 bilhões, alta de 14,1% em 12 meses e alta de 19,1% na comparação anual. O resultado, segundo o CFO, veio na esteira de um aumento nos lançamentos já engatilhados para o período – foram mais de R$ 1 bilhão em vendas apenas no mês de junho. “Conseguimos equacionar o produto com financiamento, realizando lançamentos mais assertivos.”

A velocidade de vendas (VSO), por sua vez, foi de 33,8%, crescimento de 4,8 p.p. em base anual e de 0,7 p.p. frente ao trimestre passado.

Já o tíquete médio das unidades vendidas subiu de um preço de R$ 227 mil para R$ 251 mil, avanço de 10,6% em 12 meses.

Fonte: Exame

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