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Rondônia, quarta, 30 de setembro de 2026.


Cotidiano

Livro de Marcela Bonfim está entre os semifinalistas do Prêmio Jabuti 2026

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O livro Amazônia Negra: as imagens da cor do (in)visível, da fotógrafa Marcela Bonfim, está entre os dez semifinalistas da categoria Artes, no eixo Não Ficção, do Prêmio Jabuti 2026. Publicada pela editora Igrá Kniga, a obra concorre com outros nove trabalhos selecionados na categoria. A lista foi divulgada nesta terça-feira (29), pela Câmara Brasileira do Livro (CBL).

Livro de estreia de Marcela, Amazônia Negra reúne reflexões sobre a presença negra no território amazônico e aborda temas como identidade, pertencimento, memória, território e reconhecimento. A obra também dialoga com as experiências da própria autora como mulher negra e com os encontros construídos ao longo de sua trajetória na região.

A relação de Marcela com a Amazônia ganhou novos caminhos a partir de sua chegada a Rondônia, em 2010. Em Porto Velho, a fotógrafa passou a registrar populações negras, quilombolas, indígenas e de origem caribenha, construindo um olhar sobre as diferentes formas de presença e memória negra na região.

Esse percurso deu origem ao projeto Amazônia Negra, que começou na fotografia e posteriormente incorporou outras linguagens. Atualmente, a iniciativa também está relacionada ao projeto (Re)conhecendo a Amazônia Negra: povos, costumes e influências na floresta, plataforma que reúne produção fotográfica, musical, audiovisual e textual.

Para Marcela, o livro é resultado dos encontros e das experiências vividas ao longo desse percurso. “Esse livro nasce do encontro com pessoas, histórias e memórias que transformaram minha maneira de enxergar a Amazônia. Rondônia teve um papel fundamental nesse processo, porque foi ali que compreendi a potência das narrativas negras presentes na floresta e a importância de torná-las visíveis”, afirma.

Na apresentação da obra, a autora relaciona “memória e imagem, ferida e cura, história e presença”, a partir de encontros realizados em diferentes espaços da Amazônia, entre comunidades ribeirinhas, florestas, cidades e outros territórios onde histórias negras são construídas e preservadas.

 

Prêmio Jabuti

O Prêmio Jabuti chega em 2026 à sua 68ª edição e é realizado pela Câmara Brasileira do Livro. Neste ano, a premiação reúne 23 categorias, distribuídas nos eixos Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação. Amazônia Negra: as imagens da cor do (in)visível está entre os dez semifinalistas da categoria Artes, dentro do eixo Não Ficção.

A próxima etapa será divulgada em 14 de outubro, quando serão conhecidos os cinco finalistas de cada categoria. Os vencedores serão anunciados em 27 de outubro, durante a cerimônia do Prêmio Jabuti, na Sala São Paulo, na capital paulista.

A semifinal no Jabuti marca mais uma etapa na trajetória de Marcela Bonfim, que também recebeu reconhecimentos como o Prêmio Itaú Cultural Literatura, em 2020, e o Prêmio PIPA, em 2021. Com Amazônia Negra, a artista amplia para a escrita uma pesquisa construída ao longo dos anos por meio da fotografia e dos encontros com pessoas, territórios e memórias da Amazônia.

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