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Rondônia, quarta, 14 de outubro de 2026.


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Desmatamento na Amazônia cai ao menor nível histórico, mas Rondônia segue sob alerta ambiental

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O desmatamento na Amazônia atingiu, em 2025, o menor nível da série histórica analisada pelo MapBiomas. Foram registrados 693 mil hectares de vegetação desmatada ao longo do ano, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (14). Apesar do resultado positivo no panorama geral do bioma, os números relacionados a Rondônia mostram que a pressão sobre a floresta continua sendo motivo de preocupação.

Um dos principais alertas envolve a região da Amacro, que reúne áreas de Rondônia, Acre e Amazonas. Desde 1985, o território perdeu aproximadamente 7 milhões de hectares de vegetação nativa, enquanto a área de pastagens ficou cerca de 15 vezes maior. Os dados evidenciam a transformação da paisagem amazônica ao longo das últimas quatro décadas, impulsionada principalmente pela expansão das atividades agropecuárias.

Rondônia no centro do alerta ambiental

A situação da Amacro merece atenção especial por envolver uma região de expansão da fronteira agropecuária na Amazônia Ocidental. O crescimento das pastagens e a perda de vegetação nativa colocam em evidência o desafio de conciliar a produção rural com a conservação ambiental.

O levantamento também aponta que a expansão agropecuária no entorno de áreas protegidas da Amazônia cresceu 561% em 41 anos. A proximidade de estradas e a ocupação do território podem aumentar a pressão sobre áreas que abrigam vegetação nativa e possuem importância para a conservação da biodiversidade.

Para Rondônia, os dados reforçam a importância de políticas de fiscalização, prevenção ao desmatamento e planejamento do uso do solo, especialmente nas áreas próximas a unidades de conservação e outros territórios protegidos.

Amazônia perdeu 54,7 milhões de hectares desde 1985

Apesar da redução registrada em 2025, o histórico acumulado mostra a dimensão das mudanças na floresta. Entre 1985 e 2025, a Amazônia perdeu 54,7 milhões de hectares de vegetação nativa.

Somadas às áreas que já haviam sido transformadas anteriormente, as áreas antropizadas modificadas pela ocupação humana chegaram a 74,6 milhões de hectares.

Do total desmatado em 2025, 639 mil hectares correspondiam à vegetação primária, que ainda preservava suas características naturais, enquanto outros 54 mil hectares eram de vegetação secundária, formada em locais que já haviam sofrido intervenções humanas.

Agropecuária ocupa 65,2 milhões de hectares

O estudo também destaca a dimensão da atividade agropecuária na Amazônia. Em 2025, ela ocupava aproximadamente 65,2 milhões de hectares na região, incluindo áreas de pastagens e agricultura.

Desse total, 13,6 milhões de hectares estavam no entorno de áreas protegidas, indicando que a expansão das atividades produtivas também alcança regiões próximas a territórios destinados à conservação ambiental.

Menor desmatamento não significa fim do problema

O resultado de 2025 representa um marco importante para a Amazônia, mas não elimina os desafios ambientais enfrentados por Rondônia e pelos demais estados da região.

A perda acumulada de vegetação nativa na Amacro e a expansão das pastagens demonstram que a recuperação e a preservação da floresta dependem de ações contínuas. O desafio é manter a redução do desmatamento e garantir que o desenvolvimento econômico avance sem ampliar a degradação ambiental.

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