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Rondônia, terça, 13 de outubro de 2026.


Cotidiano

Capoeira, ancestralidade e cultura ganham espaço em programação especial em Porto Velho

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A cultura afro-brasileira, a ancestralidade e a capoeira estarão no centro de uma programação especial que será realizada em Porto Velho, reunindo apresentações artísticas, atividades educativas e projetos sociais. À frente das ações está o Mestre Maílson Veras Nogueira, do Grupo Cordão de Ouro Capoeira, que há 15 anos desenvolve trabalhos culturais e educativos na capital de Rondônia.

Entre os destaques da programação está o espetáculo teatral “A Fuga do Maculêlê para a Amazônia”, marcado para o dia 19 de novembro, no Teatro Palácio das Artes. A apresentação conta a história de um homem negro africano que é acolhido por uma tribo indígena amazônica, criando uma narrativa que aborda resistência, ancestralidade, diversidade cultural e os encontros entre diferentes povos.

A programação também inclui ações voltadas à formação e à inclusão social. No dia 16 de novembro, será realizado o início das aulas gratuitas de capoeira de um projeto social no Condomínio Cidade de Todos 3. Na ocasião, os alunos contemplados também receberão uniformes e apostilas para acompanhar as atividades.

Nos dias 20 e 21 de novembro, será realizado o 8º Festival No Swing do Miudinho, com aulas, rodas de capoeira e outras atividades culturais. A programação contará ainda com apresentações de Samba de Roda e dança afro-guerreira, ampliando o espaço para manifestações ligadas à cultura afro-brasileira.

Mestre Maílson iniciou sua trajetória na capoeira em 1999 e, desde então, transformou a prática em uma ferramenta de educação, cultura e integração social. Em Porto Velho, atua como professor há 15 anos, desenvolvendo projetos que aproximam crianças, jovens e adultos da capoeira e de outras manifestações culturais.

Para o mestre, a capoeira vai além da atividade física e representa uma forma de preservar histórias, valores e conhecimentos transmitidos entre gerações.

A programação também busca fortalecer o acesso da população às manifestações culturais e destacar a importância da valorização da ancestralidade africana e afro-brasileira na construção da identidade cultural da região amazônica.

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