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Ataque israelense a hospital em Gaza deixa 4 mortos e 17 feridos, diz diretor da OMS


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Um ataque israelense ao hospital Al-Aqsa, na Faixa de Gaza, matou 4 pessoas e feriu outras 17 neste domingo (31), segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Uma equipe da OMS estava em uma missão humanitária no Hospital Al-Aqsa em Gaza, quando um acampamento de tendas dentro do complexo hospitalar foi atingido por um ataque aéreo israelense hoje. Quatro pessoas foram mortas e 17 ficaram feridas. Todos os funcionários da OMS estão seguros”, escreveu Adhanom em sua conta no X (antigo Twitter).

A equipe da OMS no local estava no hospital para avaliar quais as necessidades da instalação e coletando incubadoras para serem enviadas ao norte de Gaza.

O ataque acontece em meio a conversas sobre uma nova rodada de negociações para um cessar-fogo em Gaza.

O Hamas ainda não decidiu se enviará uma delegação às negociações sobre uma trégua com Israel na Faixa de Gaza, afirmou um dirigente do movimento islamista palestino neste domingo (31) à AFP.

“Ainda não há nenhuma indicação ou decisão, por parte do Hamas, sobre o envio de uma delegação (…) a uma nova rodada de negociações no Cairo ou em Doha”, disse à AFP o representante do grupo islamista, que pediu anonimato.

As negociações entre Hamas e Israel, com mediação do Catar, Egito e Estados Unidos, deveriam ser retomadas neste domingo no Cairo, segundo o canal de televisão egípcio Al Qahera.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, autorizou uma nova rodada de negociações entre as duas partes.

Os mediadores esperavam obter um cessar-fogo antes do Ramadã, mês sagrado do islã em que os muçulmanos respeitam um jejum, mas não conseguiram alcançar um acordo.

O representante de Hamas, que governa Gaza desde 2007, acrescentou que existem muitas divergências entre os dois lados para possibilitar um avanço.

“Duvido que aconteçam avanços nas negociações porque as posições estão muito distantes. Netanyahu não é sério e não está interessado”, disse à AFP o representante do movimento islamista palestino, em guerra com Israel em Gaza desde 7 de outubro.

*Com informações do G1

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