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Alta do querosene de aviação deve encarecer passagens aéreas
O preço de venda do querosene de aviação comercializado pela Petrobras às distribuidoras subiu 7,2%, com vigência iniciada no domingo (1º). Em entrevista ao News Primeira Edição, do SBT News, o economista Fernando Agra, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), afirmou que o reajuste deve chegar rapidamente às passagens aéreas e pressionar a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
“Isso não demora muito. As passagens aéreas tem uma volatilidade muito grande na inflação, não só por conta dessa questão do custo de produção, mas também pela sazonalidade. Estamos entrando na alta temporada e talvez, nos próximos dias, veremos preços mais caros.”
O aumento anunciado pela Petrobras representa uma elevação de R$ 0,45 por litro em relação a outubro e marca a terceira alta consecutiva do combustível. Em outubro, os valores subiram cerca de 12% em bases do país e, em setembro, a alta média foi de 3,9%.
De acordo com a Petrobras, o reajuste reflete cotações internacionais em meio a tensões entre Irã e Estados Unidos e à menor capacidade de refino decorrente do conflito entre Rússia e Ucrânia. Agra declarou que, apesar de ser autossuficiente em petróleo, o Brasil precisa importar entre 15% e 20% do querosene de aviação consumido.
Agra avaliou que o aumento tende a impactar voos que partem do Brasil, tanto em rotas domésticas quanto em voos internacionais ou conexões. “A companhia aérea coloca na ponta do papel os custos que tem para poder formar os preços das passagens. Dependendo de quanto as empresas conseguem encher os aviões, elas vão manter as operações. Mas, para rotas em que esse peso representa um custo cada vez maior, talvez diminuam a oferta.”
