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Rondônia, quinta, 10 de setembro de 2026.


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Agosto iguala recorde de mês mais quente já registrado

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Agosto foi o mês mais quente já registrado desde que a temperatura mundial começou a ser medida, em 1850. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (10) pelo Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia.

De acordo com os cientistas, a média global da temperatura do ar na superfície da Terra foi de 16,96 °C em agosto, o que caracteriza um empate com julho de 2023, que detinha sozinho o recorde de mês mais quente já registrado até aqui. Esse resultado significa um aumento de 1,65 °C em relação ao nível pré-industrial do século XIX, antes da humanidade começar a queimar petróleo, carvão e gás em escala industrial.

Um aumento da temperatura acima de 1,5 °C na comparação com o período pré-industrial significa que o mundo foi incapaz de cumprir a meta do Acordo de Paris, assinado por 195 países em 2015. Como o parâmetro utilizado para medir esse indicador é a temperatura média mensurada ao longo de décadas, o nível ainda está em 1,4 °C. Por isso, os cientistas do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus fizeram um apelo para que os governos reduzam as emissões de CO2 o mais rapidamente possível, a fim de evitar ultrapassar a meta.

O calor extremo registrado no mês de agosto não se limitou à terra. Os oceanos que se situam fora das regiões polares também apresentaram a temperatura da superfície do mar mais alta já alcançada em um único mês. No Pacífico Tropical, esse cenário foi impulsionado pelo fenômeno climático El Niño, que deve se intensificar nos próximos meses.

“A narrativa em torno das mudanças climáticas realmente passou de um conceito bastante abstrato que acontecia em um lugar distante para algo que impacta nosso cotidiano”, analisou Samantha Burgess, líder estratégica do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo.

Desastres relacionados a eventos climáticos extremos devastaram várias regiões do globo ao longo do mês de agosto. No Nepal e no Tibete, deslizamentos de terra e enchentes mataram centenas de pessoas. Incêndios florestais se alastraram por países como Indonésia, Grécia e Bélgica. Uma seca severa atingiu a Hungria e a Romênia.

“Temos visto, de fato, o impacto em toda a Europa de quão despreparados estamos, com estradas derretendo, linhas férreas cedendo, escolas fechando, hospitais completamente sobrecarregados e incêndios florestais recordes para esta época do ano”, constatou Burgess.

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