Política
Adilson Honorato defende atuação conjunta da bancada de Rondônia e critica paralisação do Congresso em ano eleitoral
Adilson Honorato, participou nesta segunda-feira (10) de uma entrevista no podcast apresentado pelo jornalista Léo Ladeia. Durante a conversa, ele falou sobre a atuação da bancada de Rondônia no Congresso Nacional, desenvolvimento econômico do Estado, saúde, infraestrutura e mudanças que, na avaliação dele, poderiam ser discutidas no funcionamento do Parlamento durante os períodos eleitorais.
Um dos principais pontos abordados foi a necessidade de maior articulação entre os representantes de Rondônia em Brasília. O Estado possui três senadores e oito deputados federais, e Honorato defendeu que esse grupo atue de maneira coordenada em torno de pautas de interesse estadual.
“Eu quero primeiramente fazer o dever de casa. A gente precisa encontrar um ponto de equilíbrio e devolver ao povo o que é do povo”, afirmou durante a entrevista.
Segundo o candidato, a bancada deveria trabalhar de forma mais integrada nas funções de legislar e fiscalizar, buscando estabelecer prioridades comuns para o Estado.
Agro, saúde e infraestrutura
Ao comentar o cenário econômico de Rondônia, Honorato destacou o crescimento da produção de grãos, a pecuária e as exportações de carne. Ele também citou o café produzido no Estado, afirmando que o produto alcançou reconhecimento no mercado internacional.
Apesar de destacar o agronegócio, Honorato afirmou que o desenvolvimento econômico precisa estar acompanhado de investimentos e políticas públicas em outras áreas.
“Não dá para a gente falar de bancada do agro, falar dessa cadeia produtiva, sem falar na área da saúde”, declarou.
Para ele, saúde, educação, infraestrutura e economia precisam ser tratadas de maneira integrada, com participação da sociedade nas discussões sobre as prioridades do Estado.
Críticas ao funcionamento do Congresso durante as eleições
Outro tema discutido foi o funcionamento do Congresso Nacional em períodos eleitorais. Honorato criticou o que considera uma redução das atividades parlamentares quando deputados e senadores passam a se dedicar às articulações políticas e às próprias campanhas ou às campanhas de aliados.
Na avaliação apresentada durante a entrevista, existe uma diferença entre quem já ocupa um mandato e quem disputa uma eleição sem estar no exercício de um cargo parlamentar.
“O Congresso não pode parar e nós continuarmos pagando a conta”, afirmou.
Honorato defendeu que o tema seja discutido pela sociedade e apresentou uma proposta de mudança nas regras para parlamentares que buscam a reeleição. Segundo ele, deputados federais interessados em disputar novamente o cargo deveriam se afastar do mandato durante o processo eleitoral, seguindo uma lógica semelhante à desincompatibilização aplicada em outras situações.
“Quer ser candidato à reeleição, perfeito. A desincompatibilização tem que ser exatamente como os demais”, disse.
Escala 6 por 1
A entrevista também abordou o debate sobre a escala de trabalho 6 por 1. Honorato questionou se a discussão deveria considerar diferentes realidades dos trabalhadores, especialmente em relação à escolha entre mais tempo de descanso e eventual redução da renda.
“Alguém perguntou para você, Léo, se você quer mais descanso ou quer mais rendimento?”, questionou durante a conversa.
Ele defendeu que questões desse tipo sejam discutidas de forma ampla antes da definição de mudanças que possam afetar trabalhadores e empresas.
Críticas à polarização
Honorato também afirmou que o debate político brasileiro precisa superar posições consideradas por ele excessivamente polarizadas. Durante a entrevista, disse que não considera adequado afirmar que tudo está errado ou que tudo está certo.
“Eu não radicalizo, não digo que está tudo errado e que está tudo certo”, afirmou.
Segundo ele, medidas que apresentam resultados positivos devem ser mantidas e aperfeiçoadas, enquanto ações que não produzem os efeitos esperados precisam ser revistas.
Ao longo da entrevista, o candidato também defendeu maior participação da sociedade nas discussões sobre o funcionamento do Congresso e sobre as prioridades para Rondônia.
As declarações foram feitas durante entrevista ao podcast do jornalista Léo Ladeia e fazem parte do debate público relacionado às eleições de 2026.
ENTREVISTA COMPLETA AQUI:
