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Rondônia, quinta, 26 de março de 2026.


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ONU reconhece tráfico de escravos como maior crime contra a humanidade

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A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta quarta-feira (25) uma resolução que reconhece o tráfico transatlântico de escravos como “o crime mais grave contra a humanidade”.

O texto também recomenda que países considerem pedidos de desculpas e contribuam para medidas de reparação histórica.

A proposta foi aprovada com 123 votos favoráveis, 3 votos contrários e 52 abstenções, incluindo Portugal. Países de língua portuguesa como Brasil, Angola, Moçambique e Cabo Verde votaram a favor e ajudaram a apoiar o texto.

Pedido de desculpas e reparação histórica

O documento propõe que os países considerem pedidos formais de desculpas. contribuam para um fundo de reparações e devolvam bens culturais e históricos retirados ao longo dos séculos

Também reforça a necessidade de cooperação internacional para enfrentar os impactos do tráfico de pessoas escravizadas.

Segundo a ONU, o tráfico transatlântico de africanos escravizados provocou uma ruptura profunda na história humana, com consequências que se estendem até hoje.

A resolução destaca que enfrentar essas injustiças é essencial para promover, direitos humanos, igualdade e justiça histórica

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a medida reforça o compromisso global com liberdade e justiça.

Já a presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, destacou que reconhecer o passado é um passo necessário para construir sociedades mais justas e inclusivas.

Tráfico de escravos

O comércio transatlântico de escravos ocorreu entre os séculos XVI e XIX e foi responsável por um dos maiores deslocamentos forçados da história.

O sistema era baseado no chamado comércio triangular, que conectava Europa, África e Américas.

A maioria das pessoas escravizadas vinha da África Ocidental e era transportada em condições extremamente precárias, sendo tratada como mercadoria.

Segundo um estudo da Universidade de Cambridge na Inglaterra, cerca de 12 milhões de africanos foram enviados à força para as Américas durante esse período.

Os pesquisadores ressaltam que o número total de pessoas capturadas é ainda maior, já que milhões morreram antes mesmo de embarcar nos navios negreiros.

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